Na praça paulista, conforme apuração da Scot Consultoria, o boi gordo sem padrão-exportação segue cotado em R$ 318/@, enquanto o “boi-China”, a vaca gorda e a novilha são negociados por R$ 322/@, R$ 302/@ e R$ 312/@, respectivamente (todos os preços são brutos, no prazo).
Além disso, as despesas concentradas no início do ano – como IPVA, IPTU, gastos com material escolar e faturas do cartão de crédito utilizado durante os períodos de festas/férias – reduzem a margem do orçamento das famílias, o que pode estimular a migração para proteínas mais baratas, como as carnes de frango e suína, além de produtos industrializados.
Segundo a Agrifatto, os frigoríficos de grande porte – muitos deles ainda trabalhando com abates reduzidos – continuam pressionando o preço no balcão, comprando só o necessário e sem sinalizar mudanças relevantes. Por sua vez, as indústrias menores, que são mais dependentes do mercado interno, ainda sustentam os valores praticados, embora com perda de fôlego.“Negócios pontuais acima da referência média perderam espaço rapidamente e praticamente sumiram”, observam os analistas.
No mercado futuro do boi gordo, os preços também ficaram estáveis na sessão de terça-feira (13/1) da B3. O contrato com vencimento em fevereiro de 2026 encerrou o dia cotado a R$ 319,10/@, o mesmo valor em relação ao dia anterior.

