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20 de Janeiro de 2026

agronegócio

Pecuária de cria deve liderar rentabilidade no agronegócio brasileiro em 2026

Demanda aquecida por bezerros e preços recordes impulsionam o sistema de cria, segundo a análise da SIA.

O sistema de pecuária de cria desponta como o modelo mais promissor em termos de rentabilidade para o agronegócio brasileiro em 2026, de acordo com projeção do Serviço de Inteligência em Agronegócio (SIA). A estimativa é sustentada pelo forte desempenho do mercado de bezerros em 2025, que apresentou alta consistente nos preços e indicou sinais de valorização contínua para o próximo ano.

Segundo o gerente técnico da SIA, Armindo Barth Neto, os leilões realizados no final de 2025 registraram valores entre R$ 18,00 e R$ 19,00 por quilo de bezerro, níveis considerados historicamente elevados. Em média, o preço superou R$ 15,00/kg, reforçando o cenário de demanda aquecida e o início de um reposicionamento do mercado de bovinos no país. “Os preços atuais apontam para um ambiente favorável ao produtor de cria. 2026 tem tudo para ser o ano da pecuária de cria no Brasil”, destacou Barth Neto.

A valorização dos bezerros, que chegaram a ultrapassar R$ 3,5 mil por cabeça em alguns leilões, reflete o fortalecimento da demanda por animais jovens — tendência que deve se manter em 2026. Para o especialista, esse movimento demonstra que a base da cadeia produtiva está sólida e responde positivamente à retomada do mercado interno e à expansão das exportações.

O bom momento da pecuária de cria também está ligado ao recorde histórico de exportações de carne bovina em 2025, quando o Brasil ultrapassou os Estados Unidos e consolidou-se como maior produtor mundial. Essa posição reforça a necessidade de maior oferta de bezerros para reposição, fortalecendo o papel estratégico da cria como pilar fundamental da cadeia produtiva.

Apesar das perspectivas positivas, Barth Neto alerta que o sistema de cria exige planejamento de longo prazo e gestão eficiente. “A pecuária de cria é um ciclo extenso. Não adianta mudar de estratégia a cada oscilação de mercado. O segredo está na constância e na produtividade interna”, explicou o consultor.

Enquanto a cria se beneficia de um ambiente mais favorável, outros modelos da pecuária, como recria e terminação, devem enfrentar maiores desafios em 2026. O custo elevado da reposição, aliado às oscilações nos preços dos insumos e à volatilidade cambial esperada para o segundo semestre, tende a pressionar as margens desses sistemas.

Segundo Barth Neto, o sistema de ciclo completo (cria, recria e engorda) apresenta maior estabilidade frente às variações de mercado, mas demanda escala operacional e gestão mais complexa.

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