Economia
Presidente do Rioprevidência é exonerado após operação da PF
O governo do Rio de Janeiro exonerou nesta sexta-feira (23) o presidente do Rioprevidência (Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro), Deivis Marcon Antunes. A informação consta de edição extra do Diário Oficial do estado.
Mais cedo, a Polícia Federal deflagrou a operação Barco de Papel, no âmbito das investigações em torno das fraudes do Banco Master. A ação desta sexta mira suspeita de operações financeiras irregulares no Rioprevidência.
Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro. A sala da presidência da sede da autarquia, no Centro do Rio e dois endereços residenciais, nos bairros da Urca e do Botafogo, também são alvos das ordens judiciais.
Além de Antunes, foram alvos da operação Eucherio Lerner Rodrigues, ex-diretor de Investimentos; e Pedro Pinheiro Guerra Leal, ex-diretor de Investimento Interino, exonerado em dezembro.
Procurado pelo CNN Money, o Rioprevidência informou que todos os investimentos efetuados pela autarquia observaram rigorosamente a legislação vigente e as normas dos órgãos de controle.
A operação apurou, porém, que o fundo seguiu realizando aportes em ativos do Master mesmo após ser alertada pelo TCE-RJ (Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro) sobre os riscos destes investimentos.
Documentos da corte mostram que um alerta foi enviado ao fundo em maio de 2025. O Tribunal apontava concentração excessiva de recursos do Rioprevidência em ativos ligados ao Banco Master, em desacordo com princípios de diversificação e prudência.
Um dia após o Banco Central decretar a liquidação extrajudicial do Master, em novembro, o Rioprevidência se posicionou publicamente para afirmar que iria garantir o pagamento aos pensionistas, apesar de ter realizado investimentos de aproximadamente R$ 960 milhões em letras emitidas pela instituição entre outubro de 2023 e agosto de 2024, segundo o fundo.

