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13 de Fevereiro de 2026

agronegócio

IBGE projeta safra de 342,7 milhões de toneladas em 2026 e MS aparece como quinto maior produtor individual do país

A região Centro-Oeste segue na liderança da produção nacional e a soja atinge novo recorde histórico, enquanto Mato Grosso do Sul aparece como o quinto maior produtor individual do país.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, em janeiro, sua primeira estimativa oficial para a safra de grãos de 2026, que deve atingir 342,7 milhões de toneladas. O volume representa uma queda de 1% em relação a 2025, o equivalente a 3,4 milhões de toneladas a menos, mas indica avanço de 0,8% frente à projeção de dezembro do ano passado.

A área a ser colhida totaliza 82,7 milhões de hectares, crescimento de 1,4% sobre 2025, com destaque para as expansões em soja e milho.

Centro-Oeste concentra quase metade da produção nacional

A Região Centro-Oeste segue como o principal polo agrícola do país, respondendo por 48,9% da produção nacional de grãos, ou 167,5 milhões de toneladas.

Em seguida aparecem o Sul (95,3 milhões de toneladas), Sudeste (30,2 milhões), Nordeste (28,2 milhões) e Norte (21,5 milhões).

Na comparação com 2025, houve crescimento da produção no Sul (+10,4%) e Nordeste (+1,8%), enquanto Centro-Oeste (-6,2%), Sudeste (-2,9%) e Norte (-3,7%) registraram retração.

O Mato Grosso se mantém como o maior produtor individual, com 30,3% do total nacional, seguido por Paraná (13,9%), Rio Grande do Sul (11,8%), Goiás (10,6%), Mato Grosso do Sul (7,6%) e Minas Gerais (5,4%).

Soja impulsiona a produção nacional 

A soja continua sendo o principal destaque da safra 2026, com estimativa de 172,5 milhões de toneladas, o maior volume já registrado na série histórica do IBGE. O aumento é de 3,9% em relação a 2025 e 1,3% frente ao prognóstico anterior.

O bom resultado é atribuído à expansão de área plantada, que atingiu 48 milhões de hectares, e à melhora no rendimento médio, estimado em 3.598 kg/ha (cerca de 60 sacas por hectare).

O Mato Grosso segue como maior produtor nacional, com 48,5 milhões de toneladas, embora tenha registrado leve recuo de 3,3% frente à safra anterior.

Segundo o IBGE, as condições climáticas favoráveis em grande parte das regiões produtoras contribuíram para uma safra recorde de soja, que responde por mais da metade do total de grãos do país.

Milho recua

A produção total de milho deve alcançar 133,8 milhões de toneladas, queda de 5,6% em relação a 2025, influenciada pela redução no rendimento médio. Mesmo assim, a cultura se mantém como segunda mais importante na composição da safra brasileira.

Milho 1ª safra: 28,6 milhões de toneladas, alta de 11,3% sobre o ano anterior.

Milho 2ª safra: 105,2 milhões de toneladas, recuo de 9,3%, apesar do leve crescimento frente ao prognóstico de dezembro.

O Mato Grosso lidera na segunda safra, com 50 milhões de toneladas, seguido por Paraná (17,4 milhões) e Goiás (13,4 milhões).

Arroz, feijão e trigo mantêm estabilidade

Entre as demais culturas, a produção de arroz em casca está estimada em 11,7 milhões de toneladas, recuo de 7,9% frente a 2025.

O feijão, considerando as três safras, deve totalizar 3 milhões de toneladas, crescimento de 0,9% e volume suficiente para atender ao consumo interno sem necessidade de importação.

O trigo, por sua vez, deve alcançar 7,7 milhões de toneladas, ligeira queda de 1% em relação ao ciclo anterior.

Algodão e sorgo têm retração; gergelim ganha espaço

O algodão em caroço foi estimado em 8,8 milhões de toneladas, recuo de 11% em relação a 2025, influenciado pela redução de 6,2% na área plantada e menor produtividade. O Mato Grosso, principal produtor, deve colher 6,3 milhões de toneladas, equivalentes a 71,8% do total nacional.

O sorgo apresenta queda de 13,9%, com 4,6 milhões de toneladas previstas, enquanto o gergelim, que vem ganhando relevância no país, deve produzir 362,5 mil toneladas, com Mato Grosso responsável por 62,7% da produção nacional.

Cacau e castanha-de-caju se destacam entre culturas permanentes

A estimativa para o cacau é de 310,7 mil toneladas, crescimento de 5,4% frente a 2025, com destaque para o Pará, que deve responder por 52,1% da produção nacional.

Já a castanha-de-caju tem previsão de 141,8 mil toneladas, alta de 13,5%, puxada pelo desempenho positivo do Nordeste, responsável pela maior parte do volume colhido.

Tomate mantém estabilidade

A produção de tomate deve somar 4,7 milhões de toneladas, praticamente estável em relação a 2025. Os maiores produtores são São Paulo (1,1 milhão de toneladas) e Minas Gerais (563 mil toneladas), com desempenho sustentado por ganhos de produtividade, mesmo diante de leve retração na área plantada.

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