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19 de Fevereiro de 2026

agronegócio

No início do ano, mercado do trigo mostra estabilidade em todas as regiões do país

O Itaú BBA, em seu relatório Agro Mensal, destacou que o mercado do trigo iniciou o ano com preços estáveis e movimentos distintos entre os estados produtores. Já o Cepea aponta que a valorização do milho, observada no começo deste mês em algumas regiões paulistas, vem se estendendo para outras praças.

Os preços foram impulsionados pela retração de produtores, que, focados nos trabalhos de campo, limitam as ofertas do cereal no spot nacional. Do lado da demanda, compradores relatam dificuldades nas negociações, pois, além da menor disponibilidade do milho, esses agentes evitam adquirir novos lotes nos maiores valores que vêm sendo pedidos por vendedores.

Em janeiro, o Rio Grande do Sul registrou leve alta de 0,5%, com a saca média negociada a R$ 55,20, reflexo da entressafra e do bom ritmo de exportações. Já no Paraná, o movimento foi oposto: queda de 1,4%, com o preço médio encerrando o mês em R$ 63,10/sc, em um mercado considerado “travado”.

A valorização do real frente ao dólar reduziu a paridade de importação, limitando uma reação mais consistente nos preços internos. Além disso, o período coincidiu com a necessidade de liberar armazéns para a safra de verão, o que intensificou o escoamento do cereal.

Na primeira semana de fevereiro, o comportamento seguiu desigual: alta de 0,9% no RS e queda de 3% no PR. No cenário externo, o mercado internacional de trigo manteve-se volátil, influenciado pela oscilação cambial e pelas condições climáticas adversas no Hemisfério Norte.

A desvalorização do dólar ampliou a competitividade do trigo dos Estados Unidos, enquanto o frio intenso e a seca em regiões produtoras — especialmente nos EUA e na Rússia — sustentaram os preços no curto prazo.

Na Bolsa de Kansas, o trigo subiu 1,7%, sendo negociado a US$ 5,28/bushel. Entretanto, a volatilidade permaneceu alta nos primeiros dias de fevereiro, com o mercado reagindo a tensões geopolíticas e a possíveis mudanças climáticas.

As cotações recuaram momentaneamente após declarações do ex-presidente Donald Trump, sugerindo um possível acordo de paz entre Rússia e Ucrânia.

Com o Brasil em período de entressafra, o mercado tende a se manter alinhado à paridade de importação, o que reforça uma postura cautelosa entre compradores e vendedores.

Na Argentina, a safra 2025/26 registrou aumento de produção, mas problemas de qualidade ainda preocupam o setor. Essa situação deve levar o Brasil a diversificar origens de compra, aumentando as importações de trigo hard dos Estados Unidos para reduzir riscos industriais e garantir regularidade no abastecimento.

Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, a oferta global de trigo permanece confortável, sustentando uma tendência de baixa nos preços internacionais.

O órgão revisou a produção mundial para 842 milhões de toneladas, com consumo estimado em 820 milhões e estoques finais 7% maiores, totalizando 278 milhões de toneladas.

Essa combinação de alta produção e consumo moderado tem mantido o mercado equilibrado, limitando movimentos mais expressivos de valorização.

Até o início da nova colheita, o mercado deve permanecer estável, acompanhando a evolução do clima no Hemisfério Norte. Eventos de frio extremo ou seca em grandes produtores, como Rússia e Estados Unidos, podem gerar oscilações pontuais.

No Brasil, a oscilação do câmbio continuará sendo determinante na formação dos preços e na competitividade do cereal frente às importações. A expectativa do setor é de um primeiro semestre de estabilidade, com maior volatilidade a partir da definição da próxima safra global.

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