As manifestação da direita realizadas neste domingo (1°) foram comemoradas por integrantes da direita e centro-direita.
Enquanto representantes da direita destacaram as pautas defendidas e evitaram falar em números de participantes, os aliados do governo Lula ressaltaram os atos mais esvaziados em relação a outros já realizados pelo grupo.
Campo Grande
Em Campo Grande, em apoio à mobilização nacional “Acorda Brasil”, a manifestação, convocada para mais de 20 cidades do país, reuniu apoiadores na Praça do Rádio Clube, na Avenida Afonso Pena, e teve como foco críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e demonstrações de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro e a aliados.
Entre as lideranças presentes estavam o deputado federal Rodolfo Nogueira e sua esposa Gianni Nogueira, vice-prefeita de Dourados, o vereador de Campo Grande André Salineiro, a pré-candidata a deputada federal Luana Ruiz, além dos deputados Coronel David e João Henrique Catan, pré-candidato ao Governo e o deputado estadual Coronel David.
Flávio Bolsonaro
Pré-candidato ao Planalto, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) avaliou que o ato em São Paulo reuniu um “bom número” de participantes. O discurso do parlamentar foi o mais aguardado do evento e contou com acenos a aliados e a grupos eleitorais estratégicos.
“Achei que foi um bom número, como sempre os brasileiros dando a cara a tapa, vindo para a rua, mostrando que não têm medo de perseguição e que é o momento de virada de chave no nosso Brasil. Sou muito grato a todos que vieram aqui e aqueles que não puderam vir e estão nas redes sociais fazendo também o bom combate em defesa do Brasil”, disse Flávio em entrevista a jornalistas.
Na Avenida Paulista, a manifestação reuniu cerca de 20,4 mil pessoas, de acordo com o Monitor do Debate Político, que tem o apoio de pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo) em parceria com a organização More in Common. Considerando a margem de erro, a estimativa é entre 18 mil e 22,9 mil no pico da manifestação, às 15h53.
A contagem feita pelo Monitor do Debate Político estimou a participação de 4,7 mil pessoas no Rio de Janeiro, na praia de Copacabana. Com a margem de erro, a presença foi estimada entre 4,1 mil e 5,3 mil pessoas no pico às 11h20. Não houve contagem de participantes em outras capitais do país.
Líder da oposição na Câmara, o deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB) afirmou em seu discurso no ato que a Avenida Paulista estava “lotada” e defendeu a liberdade do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Outros deputados do Partido Liberal ressaltaram, durante e após os atos, que o Brasil “acordou”, em referência ao movimento do grupou chamado “Acorda Brasil”.
“O Acorda Brasil não termina hoje. Este é apenas o início de uma mobilização crescente, pacífica e legítima, que seguirá avançando até que o país volte ao caminho da responsabilidade, da liberdade e da justiça”, disse em nota o deputado Luciano Zucco (PL-RS), vice-líder da oposição.
Com a participação de lideranças políticas da direita, parlamentares e pré-candidatos ao Planalto, as mobilizações deste domingo ocorreram em mais de 20 cidades ao longo do dia.
Os atos tiveram como foco as críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e à atuação de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). Também reforçaram a defesa da anistia a Jair Bolsonaro e a derrubada do veto ao projeto da dosimetria, que reduz penas de condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.

