A contagem regressiva para a ligação física entre Brasil e Paraguai pela futura ponte internacional da Rota Bioceânica já começou – faltam apenas 70 metros para a conclusão da estrutura que conectará as cidades gêmeas de Porto Murtinho, em Mato Grosso do Sul, e Carmelo Peralta, no departamento de Alto Paraguay. Os trabalhos seguem em ritmo intenso, principalmente na fase de concretagem da passarela principal. \
A obra é conduzida por uma equipe de profissionais da construção civil que atua em regime praticamente ininterrupto.

À frente da execução está o engenheiro civil paraguaio Renê Gomez, diretor da obra, que coordena os trabalhos para garantir o cumprimento do cronograma estabelecido. A obra esta sob a fiscalização do MOPC, Ministério de Obras Públicas e Comunicação, liderada pela engenheira a ministra Claudia Centurion. Acessos no Paraguai avançam dentro do cronograma No lado paraguaio, as obras de acesso também seguem dentro do planejamento estabelecido pelo consórcio responsável pelo empreendimento.
As equipes realizam trabalhos contínuos de aterro hidráulico, já permitindo visualizar o traçado do futuro corredor logístico. Esse acesso terá cerca de quatro quilômetros, conectando a ponte à rodovia PY-15, conhecida como Ruta Bioceánica, que segue em direção às cidades de Loma Plata, Filadelfia e Mariscal Estigarribia, no departamento de Boquerón.
A partir daí, a rota continua pela chamada Picada 500, chegando até Pozo Hondo, na fronteira com a Argentina, conectando-se às localidades de Misión La Paz e Santa Victoria Este, na província de Salta. Corredor estratégico para o comércio internacional Sem saída direta para o mar, o Paraguay tem investido fortemente na consolidação desse corredor logístico.
A expectativa é que a rota permita ao país ampliar suas exportações e importações por meio dos portos do norte do Chile, como Porto de Mejillones, Porto de Antofagasta, Porto de Tocopilla e Porto de Iquique.
Além de beneficiar a economia paraguaia, a Rota Bioceânica também abre uma nova alternativa logística para produtos brasileiros, especialmente do Centro-Oeste e do estado de Mato Grosso do Sul, reduzindo o tempo de transporte até os mercados internacionais e aumentando a competitividade das exportações.
Com apenas 70 metros restantes, a obra se aproxima de um momento simbólico: o encontro das duas estruturas sobre o rio Paraguai, marcando um passo decisivo para a consolidação do corredor bioceânico sul-americano.
*Com informações e fotos Toninho Ruiz


