sexta-feira, 20 março 2026
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Presidente do TJMS implanta política de valorização da justiça de primeiro grau no Estado para chegar mais próximo ao cidadão

O desembargador Dorival Renato Pavan também defende que os subsídios do judiciário precisam corresponder ao tanto de carga e de responsabilidade que tem um magistrado hoje no Brasil.

O presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), desembargador Dorival Renato Pavan, recebeu na tarde desta sexta-feira (20), o diretor executivo do Grupo UCR Comunicação, jornalista e publicitário Ulysses Cosenza. Com matriz em Brasília e filial em Campo Grande, a UCRcom mantém o web site ConecteMS, que completa dois anos no próximo dia 01 de julho.

Durante a entrevista exclusiva, o presidente tratou de temas polêmicos, como os subsídios dos magistrados, mas também reforçou sua disposição em prosseguir com a plataforma que adotou, desde que assumiu o TJMS – a implantação de uma política de investimento da justiça de primeiro Grau.


A MOROSIDADE DO JUDICIÁRIO ESTADUAL É UM DESAFIO QUE ESTAMOS ENFRENTANDO

– “Quando tomei posse fiz questão de dizer que a minha administração está voltada para a justiça de primeiro grau, porque nela encontramos todas as vicissitudes de um processo judicial. A principal delas diz respeito à morosidade que faz a população desacreditar do judiciário. Por isso, nossa plataforma principal de trabalho é investimento no judiciário de primeiro grau”.

Desembargador Dorival Renato Pavan, presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul 

Nesse sentido, o presidente do TJMS revelou que tem adotado medidas que, efetivamente, contribuem para desafogar esta instância do judiciário estadual para chegar mais perto do cidadão e dar respostas mais rápidas às demandas.

– “Criamos várias Varas de 1º grau em Campo Grande e outras no interior do Estado e, mais importante, estamos dotando juízes com mais assessorias, para desafogar o trabalho. Porque eu entendo que não adianta a parte ir em juízo, chegar lá e ter o processo dele demorando para ser solucionado”, ponderou.

Na avaliação de Pavan, esse é um dos principais problemas do judiciário. “É um grande desafio e, para vencê-lo, estamos dando os primeiros passos para criar e implantar uma política, que certamente é de longo prazo, mas de plena valorização da magistratura do primeiro grau”, reforçou.

Presidente do TJMS, Dorival Pavan e o jornalista Ulysses Cosenza

Essa política inclui também ações por meio do Nupemec (Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos), órgão gestor responsável por planejar, implementar e supervisionar as políticas de conciliação, mediação e justiça restaurativa no Mato Grosso do Sul, o qual tem alcançado sucesso em muitos conflitos, efetivando as composições das partes.

No âmbito da Coordenadoria da Mulher, o TJMS tem atuado no enfrentamento ao feminicídio, à violência e à discriminação, o mesmo acontecendo com o Comitê de Assédio Sexual. “São diversas ações que compõe a nossa plataforma de chegar, cada vez mais perto do cidadão, no seu bairro, na sua cidade e região”, ressaltou Pavan.

 Subsídios da Magistratura

O presidente do TJMS tratou também do momento controverso pelo qual passam os Tribunais de todo o país, em razão de diversas questões que estão sendo discutidas no âmbito do Supremo Tribunal Federal (STF) e do próprio Congresso Nacional.


– “É importante destacar que o objetivo é promover e instituir uma uniformização para os subsídios dos magistrados. Acredito que precisa ficar definido, efetivamente, aquilo que deve ser pago e de uma maneira uniforme para todos os magistrados do país, sejam estaduais ou federais”.


Todavia e, de fato, o presidente do TJMS defende que as medidas devem ser adotadas no âmbito de uma política que defina uma remuneração justa. “O subsídio tem que ser correspondente ao tanto de carga e de responsabilidade que tem um magistrado hoje no Brasil,” definiu.

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