Para o analista de Competitividade do Sebrae Nacional, Flávio Petry, a nova legislação pode se tornar uma oportunidade para que as farmácias reforcem a proximidade com os seus clientes como forma de evidenciar esse diferencial competitivo.
Segundo ele, é fundamental que as pequenas farmácias aprimorem o atendimento não somente nos canais físicos, mas também nos meios digitais. “Um atendimento próximo, humanizado, dentro de um WhatsApp, por exemplo, faz toda a diferença. As farmácias de bairro, com sua entrega rápida, conseguem trazer algo a mais do que a operação nos supermercados”, apontou.
Segundo Petry, os supermercados não vão poder comercializar as medicações deliberadamente. “A lei traz a possibilidade de eles poderem exercer essa atividade de forma complementar dentro da sua operação. Então, é uma categoria dentro do estabelecimento que vai funcionar de forma separada das demais operações do supermercado”, explica.
A lei também determina que é obrigatória a presença de farmacêuticos legalmente habilitados durante todo o horário de funcionamento. O texto prevê ainda que os estabelecimentos deverão assegurar que a dispensação de medicamentos ocorra somente após o pagamento ou que os produtos sejam transportados do balcão de atendimento até o local de pagamento em embalagem lacrada, inviolável e identificável.


