Como havia anunciado seu presidente, Gilberto Kassab, no final da semana passada, o PSD bateu o martelo e anunciou na manhã desta segunda-feira (30) o governador de Goiás como pré-candidato do partido à Presidência nas eleições desse ano.
Antes de escolher Caiado, o partido de Gilberto Kassab, o PSD, encomendou pesquisas qualitativas internas para analisar o perfil dos pré-candidatos. As pesquisas indicam que a vantagem de Caiado está no perfil mais assertivo e combativo para o eleitor. No levantamento, em contrapartida, Eduardo Leite (PSD) aparecia como um “intelectual” e “menos popular” entre o grupo de eleitores consultados.
Essas pesquisas foram encomendadas após a saída do governador do Paraná, Ratinho Jr., da corrida eleitoral. Ratinho Jr. despontava com o melhor desempenho entre os três nomes do PSD em disputa pela vaga.
Outra pesquisa interna do partido apontava que Leite teria mais potencial de crescimento do que Caiado na disputa pela Presidência. Nesse levantamento, a avaliação era de que Leite tinha menos rejeição do que Caiado, com potencial de votos tanto na centro-direita como na centro-esquerda.
A favor de Caiado, pesou, porém, a situação do atual governador em Goiás. O gestor estadual deixará o mandato nesta terça-feira (31) e será substituído por Daniel Vilela (MDB), líder nas pesquisas de intenção de voto no estado. Além disso, Caiado tem uma vaga ao Senado, com a esposa dele, Gracinha Caiado, à frente nas pesquisas.
Já o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, disse à CNN que não deixará o estado para concorrer ao Senado ou para ser candidato a vice-presidente nas próximas eleições. O governador destacou que apenas uma candidatura à Presidência da República o faria abandonar o mandato.


