A área tratada também apresentou crescimento, de 28%, alcançando 194 milhões de hectares.
– “Bioinsumos deixam de ser uma tendência e se tornam, cada vez mais, uma realidade no campo”, disse Amália Borsari, diretora de Biológicos da CropLife Brasil.
Segundo a entidade, o avanço dos bioinsumos tem sido impulsionado por fatores como a profissionalização da indústria, a necessidade de manejo de pragas resistentes e a adoção de práticas mais sustentáveis no campo. A CropLife destaca, no entanto, que um dos principais fatores continua sendo o preço dos insumos, em função da relação de troca com químicos, por exemplo.
A maior recorrência de uso, seja por aplicações repetidas ou em combinação com outras tecnologias, também contribui para a expansão do mercado.
Entre os segmentos, os bionematicidas, utilizados para o combate a nematoides, se destacaram pela ampliação da área tratada, com crescimento de cerca de 16 milhões de hectares entre 2024 e 2025.
Já os biofungicidas registraram aumento de 41% em valor de mercado, somando R$ 1,4 bilhão, com uso voltado ao controle de doenças como mofo branco e ferrugem.
Na distribuição por área tratada, os inoculantes lideram, com 40% de participação e presença em 77 milhões de hectares, seguidos por bioinseticidas, com 24%, bionematicidas, com 23% e biofungicidas, em 13%.
Em termos de vendas, o maior peso está nos bioinseticidas (35%), seguidos por bionematicidas (30%), biofungicidas (22%) e inoculantes (13%). Borsari destaca o segmento de bioinseticidos, que assumem a liderança após, nos últimos anos, os bionematicidas ocuparem a posição.
A soja lidera entre as culturas, com 62% de participação, seguida por milho, com 22%, e cana-de-açúcar, com 10%. Em seguida algodão, café, citrus e hortifruti somam aproximadamente 6%.
A Lei de Bioinsumos, sancionada em dezembro de 2024, ainda aguarda a regulamentação.
Para a CropLife, a ausência da regulamentação promove um “impacto a longo prazo”, mas há a expectativa de que aconteça ainda em 2026. Segundo Borsari, a dificuldade se deve ao fato de ser “uma regulamentação única no mundo que traz um grau de complexidade maior. Já encaminhamos uma minuta detalhada, mas há a necessidade do Ministério da Agricultura também conciliar com outras áreas”, disse.


