O governo federal prepara um conjunto de medidas para conter os efeitos da disparada do petróleo no exterior, por conta da guerra no Irã. Entre as ações em avaliação pelo Ministério de Minas e Energia está a criação de uma subvençãotemporária para o GLP (gás liquefeito de petróleo), o gás de cozinha.
Segundo a pasta, em comunicado divulgado nesta terça-feira (31), as medidas têm o objetivo de dar uma resposta à “escalada recente dos preços internacionais do petróleo, em um contexto de forte instabilidade geopolítica no Oriente Médio e de continua volatilidade nos mercados globais de energia”.
Ainda de acordo com a pasta, a intenção é reduzir pressões sobre os preços de combustíveis, transporte e cadeias produtivas, preservar o funcionamento da economia e garantir a estabilidade do abastecimento doméstico, “assegurando acesso aos energéticos sem comprometer a segurança e a justiça energéticas para a população”.
As ações, conforme o governo, terão caráter temporário, excepcional e anticíclico, com o objetivo de enfrentar o impacto de um choque externo nos preços.
Em nota, o Ministério de Minas e Energia explicou que a estratégia envolve o uso de instrumentos para proteger o mercado interno, oferecer subvenção a bens essenciais e adotar mecanismos econômicos para minimizar os efeitos da alta do petróleo.
O GLP é um dos mercados mais vulneráveis a essas variações. Isso ocorre devido à sua relevância social e à dependência de cerca de 20% de importações, o que o torna mais suscetível às flutuações dos preços internacionais.
As novas medidas em estudo se somam às outras já implementadas pelo governo, que incluem a criação de instrumentos emergenciais para enfrentar a elevação do petróleo, com previsão de mecanismos de proteção ao mercado interno, apoio econômico a setores mais afetados e ações voltadas à garantia do abastecimento energético no país.


