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quarta-feira, 10 junho 2026
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Arauco vai adquirir terminal no Porto de Santos para escoar produção da unidade em Inocência

Investimento de R$ 2 bilhões no TUP se soma a projeto ferroviário e dá suporte ao Projeto Sucuriú, em Mato Grosso do Sul.

A Arauco acaba de ser autorizada pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) a adquirir o controle da Alempor e assumir a titularidade do Terminal de Uso Privado (TUP) localizado no bairro de Alemoa, no Porto de Santos (SP). A estrutura será utilizada para o escoamento da produção da fábrica de celulose em construção em Inocência (MS).

Para viabilizar a operação e realizar as adaptações necessárias, a companhia prevê investimento de R$ 2 bilhões, incluindo obras de dragagem, construção de berço de atracação, armazém de estocagem e acessos rodoferroviários. O processo ainda depende da assinatura do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, com expectativa de conclusão entre 60 e 90 dias.

Segundo Alberto Pagano, diretor de logística da empresa, a escolha do ativo resulta de estudos iniciados em 2022. “[O TUP] é um terminal ‘greenfield’, porém com processo avançado de autorizações e estudos ambientais, e se mostrou a opção com a melhor viabilidade”, disse o executivo.

Com cerca de 200 mil m², o terminal terá capacidade para movimentar até 3,55 milhões de toneladas de celulose por ano, volume equivalente à produção prevista para a nova planta. As obras devem começar no segundo semestre, com conclusão alinhada ao início das operações industriais.

O projeto logístico inclui ainda um investimento adicional de R$ 2,4 bilhões em uma ferrovia de 45 quilômetros, conectando a unidade à Malha Norte, operada pela Rumo. A estrutura contará com 26 locomotivas e 721 vagões, com capacidade de transporte de até 9.600 toneladas por composição.

“O cronograma está bem controlado. Começaremos a receber locomotivas em março e vagões em maio”, disse Pagano.

Com aporte de US$ 4,6 bilhões, o Projeto Sucuriú terá capacidade anual de 3,5 milhões de toneladas de celulose branqueada de eucalipto, com previsão de início das operações no segundo semestre de 2027. A unidade será a maior do tipo no mundo e representa a entrada da Arauco na produção de celulose no Brasil.

O empreendimento integra uma nova onda de investimentos no setor na América Latina, com projetos em avaliação ou implantação por empresas como CMPC, Bracell e Eldorado Brasil Celulose.

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