O sofrimento de uma onça-pintada, após atropelamento na BR-262, capturada por vídeo neste sábado (18), traz novamente o alerta sobre uma solução para reduzir o número de mortes de animais na rodovia, que atravessa o Pantanal, desde Aquidauana, passando por Miranda e chegando a Corumbá.
Levantamento do Instituto Socioambiental da Bacia do Alto Paraguai SOS Pantanal, mostra que mais de 23 onças morreram na rodovia desde 2013. Mas não só as onças, a rodovia registra diariamente a morte de antas, capivaras, tamanduás-mirim, lobos-guará, tatus, tamanduás-bandeira, cachorros-do-mato, quatis, entre outros animais silvestres que habitam o Pantanal.
Rodovia Federal, a BR-262 está sob a responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (DNIT) que, desde o ano passado, tem anunciado plano de manejo para reduzir as mortes de animais silvestres em uma extensão de 278km da estrada, entre Anastácio e Corumbá. No entanto, até agora nenhuma medida efetiva foi adotada.
O vídeo que viralizou na internet neste final de semana foi divulgado nas redes sociais pelo biólogo Gustavo Figuerôa, diretor da ONG SOS Pantanal. Confira abaixo:
Um bom exemplo para reduzir as mortes de animais silvestres em biomas, são as passagens de fauna aéreas, para promover travessia segura a animais que habitam regiões estratégicas das rodovias GOs 118 e 239, na região da Chapada dos Veadeiros.
As estruturas funcionam como corredores ecológicos, permitindo que a fauna atravesse rodovias sem risco, informa o Conselho Federal de Biologia (CFBio). Grupos como o “Monitora Chapada”, liderado pelo biólogo Leonardo Fraga, atuam para monitorar o impacto dessas medidas. Além de diminuir as mortes de animais, a iniciativa aumenta a segurança viária para os próprios motoristas.
O Cerrado, onde o parque está localizado, é altamente biodiverso, tornando essas medidas essenciais para a conservação de espécies como a onça-pintada e o tatu-canastra. O aprimoramento de corredores ecológicos naturais, torna os ambientes mais seguros para os animais silvestres, motoristas e demais usuários, minimizando o impacto da rodovia sobre a fauna existente.

A função da estrutura é conduzir os animais terrestres para atravessarem a rodovia utilizando passagens subterrâneas que já existem ao longo da GO-239 e da GO-119, na região da Chapada dos Veadeiros. Segundo Leonardo Fraga, estas soluções demonstram que infraestrutura, preservação e segurança viária podem e devem caminhar juntas.


