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sábado, 2 maio 2026
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Descarbonização e combustíveis verdes estiveram no centro do debate no Soy Summit

Os combustíveis verdes, a exemplo do etanol de cana e de milho, biodiesel de soja, SAF (Sustainable Aviation Fuel) e o biogás gerado a partir de resíduos agrícolas, representam hoje uma das fronteiras mais promissoras dessa transformação.

O Fenasoja Soy Summit — Carbono Zero, evento que antecedeu a abertura da Feira Nacional da Soja, em Santa Rosa (RS), conectou a soja brasileira ao mundo e reuniu autoridades, cientistas e executivos para debater os rumos da cadeia produtiva em cinco eixos: visão internacional, clima e gestão, ambiente de negócios, ciência e produção e mercados.

Carbono Zero

O recorte “Carbono Zero” no título do evento não é apenas uma escolha temática, é um posicionamento. Em 2026, a descarbonização deixou de ser pauta ambiental para se tornar condição de acesso a mercados.

Regulações como o CBAM europeu e as crescentes exigências de rastreabilidade nas cadeias globais de alimentos colocam produtores e exportadores diante de uma realidade sem retorno: quem não souber medir, reduzir e comunicar sua pegada de carbono ficará fora das melhores rotas comerciais. O Brasil chega a essa conversa com vantagens reais — e o Soy Summit foi o espaço para torná-las estratégia.

A agricultura é, ao mesmo tempo, um dos setores mais vulneráveis às mudanças climáticas e um dos que mais têm a ganhar com a transição energética.

Os combustíveis verdes, a exemplo do etanol de cana e de milho, biodiesel de soja, SAF (Sustainable Aviation Fuel) e o biogás gerado a partir de resíduos agrícolas, representam hoje uma das fronteiras mais promissoras dessa transformação.

Para a soja brasileira, esse cenário é especialmente relevante: o grão que alimenta o mundo também pode mover o mundo, e a cadeia produtiva já começa a capturar esse valor.

A proposta foi direta: mostrar como a soja pode ser vetor de descarbonização do transporte, da indústria e da própria agricultura, conectando o campo brasileiro à demanda global por energia limpa.
O uso de máquinas agrícolas movidas a combustíveis renováveis, a eletrificação progressiva das operações de campo e a geração de energia a partir de resíduos da produção são caminhos que deixaram de ser experimentais para se tornarem economicamente viáveis e competitivos.

A agenda inclui ainda a participação de Tiago Maique (Bayer) e Tiago Carpenedo (IEE — Instituto de Estudos Empresariais do Rio Grande do Sul), que integrarão os painéis temáticos do evento, reforçando a convergência entre inovação agrícola, tecnologia e transição energética.

A presença de perfis tão diversos — do direito ambiental à meteorologia, da agronomia às finanças — refletiu a complexidade do desafio: descarbonizar a produção de soja exige respostas que nenhuma área isolada consegue dar.

O Brasil é o maior produtor e exportador mundial de soja, com embarques superiores a 100 milhões de toneladas na safra 2024/25, segundo a Conab.

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