Integrantes do núcleo político ligado ao senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), têm analisado os possíveis impactos da operação policial que atingiu o senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente do Progressistas.
A investigação aponta suspeitas de que Ciro teria recebido pagamentos mensais do ex-banqueiro Daniel Vorcaro para atuar politicamente em favor do Banco Master. O senador nega irregularidades.
Nos bastidores do PL, aliados avaliam se ainda vale a pena fechar aliança com a federação União Progressista para a campanha presidencial de Flávio em 2026. A avaliação de dirigentes do partido é que a legenda já possui tempo de televisão considerado competitivo, mesmo sem ampliar alianças.
O episódio também provocou o adiamento de um evento da federação União Progressista em apoio à pré-candidatura de Tarcísio à reeleição em São Paulo. A suspensão foi anunciada nas redes sociais da organização, sem nova data confirmada.
No entorno de Tarcísio, tem se evitado manifestações públicas sobre a operação. Interlocutores do governador minimizam os efeitos políticos do caso e afirmam não enxergar ligação direta entre a investigação e lideranças da direita paulista.


