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quarta-feira, 20 maio 2026
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Faltam menos de 20 metros para o “beijo” entre Brasil e Paraguai sobre a ponte da Rota Bioceânica

Faltam menos de 20 metros para o "beijo das aduelas", jargão da engenharia para denominar o encontro das duas estruturas da ponte da Rota Bioceânica, entre Porto Murtinho (MS) e Carmelo Peralta (Paraguai).

O fechamento do vão central e a conclusão da estrutura principal da ponte continua mantido para acontecer no próximo dia 31. Após a junção das aduelas, os trabalhos seguem para a fase de acabamento, pavimentação e sinalização, com previsão de entrega total da ponte para o fim de novembro de 2026.

Com isso, a ponte entra na etapa decisiva dentro do corredor bioceânico, considerado estratégico para ligar países da América do Sul ao Oceano Pacífico e reduzir custos logísticos.

A construção começou em 14 de janeiro de 2022 e segue concentrada na concretagem e no avanço sobre o rio. “Os trabalhos estão voltados ao fechamento da travessia principal”, aponta a atualização mais recente sobre o andamento do projeto.

Nos acessos, as obras seguem em ambos os lados da fronteira. No Brasil, há execução de viadutos, pilares e vigas sob responsabilidade do DNIT. Já no Paraguai, o acesso inclui cerca de 4 quilômetros de aterro até a Ruta PY-15. “A execução principal está a cargo do Consórcio PYBRA”, informa o relatório.

Com custo estimado em cerca de US$ 100 milhões, financiado pela Itaipu Binacional, a ponte é vista como peça-chave da integração regional. “A estrutura deve consolidar um corredor logístico mais eficiente rumo ao Pacífico”, reforça o projeto, que também inclui investimentos bilionários em rodovias no Paraguai

Rota Bioceânica

A conclusão da ponte carrega uma simbologia única na história recente dos quatro países, permitindo uma integração por via terrestre com destino ao porto de Antofagasta, no Chile, já no oceano pacífico.

Quanto inteiramente em operação, previsto para 2027, a rota Bioceânica vai reduzir o tempo de exportação para a Ásia em até 17 dias, em comparação à saída pelo Porto de Santos, e cortar custos de frete em torno de 30%, facilitando o escoamento de commodities agrícolas e carne pelo Pacífico, entre outros produtos.

Para Mato Grosso do Sul é um passo gigantesco para o desenvolvimento econômico, com impactos em vários setores, como indústria, comércio, agronegócio e, mais ainda, fomentando negócios entre e para empresas ao longo do trajeto.

Como toda obra deste porte, a rota bioceânica terá suas etapas de amadurecimento e exploração de todo o seu potencial logístico e comercial – tanto no curto, quanto no médio e longo prazos.

Mas, na realidade, a união entre Carmelo Peralta e Porto Murtinho pela ponte, já é a concretização de um sonho de décadas de gestores do Estado, empresários e da população, tanto de Mato Grosso do Sul quanto do Paraguai, cujo intercâmbio comercial avança cada vez mais.

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