Na carceragem, para onde foi levado, passa a dormir em uma cama de concreto com colchão hospitalar, tomar banho em chuveiro com água fria e ter disponível um vaso sanitário embutido no chão da cela comum, no mesmo espaço do chuveiro.
A PF cumpriu a determinação de uma portaria que disciplina a carceragem na Superintendência do Distrito Federal, onde ele está desde março. Segundo delegados da PF, Vorcaro estava em “situação excepcional” por um longo período, então voltou à “situação normal”.
Outros presos que negociam ou negociaram delações, por exemplo, estão em celas comuns. É o caso do empresário Maurício Camisotti, preso na Superintendência de São Paulo, em cela compartilhada com outros presos.
Com a mudança, Vorcaro também passa a ter restrições no atendimento de seus advogados.
A transferência de Vorcaro foi solicitada pela PF ao ministro André Mendonça, relator do caso Master no STF (Supremo Tribunal Federal). A ideia inicial era que ele voltasse para a Penitenciária Federal de Brasília, de segurança máxima, mas o magistrado determinou que ele permanecesse sob custódia da PF.
O pedido de mudança ocorreu quando a PF viu que a proposta de delação do ex-banqueiro preso não apresentava fatos novos e relevantes para a investigação.Ele saiu do presídio federal para a PF para ter mais contato com sua defesa e “regalias” com o objetivo de negociar a delação, ainda não assinada.


