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quarta-feira, 27 maio 2026
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Arauco destaca impacto do Projeto Sucuriú e potencial de Mato Grosso do Sul para grandes investimentos

A construção da planta da Arauco em Inocência reúne atualmente cerca de 400 empresas, sendo aproximadamente 180 delas de Mato Grosso do Sul.

O diretor de Sustentabilidade e Relações Institucionais da Arauco, Theófilo Militão, participou do painel “MS atrativo para grandes empresas”, realizado durante o Know How Experience, em Campo Grande (MS).

O debate contou ainda com a participação de Jaime Verruck, ex-secretário de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso do Sul, e mediação de Filipe Trindade, CEO da Know How.

Durante o encontro, os participantes discutiram fatores que têm impulsionado Mato Grosso do Sul como destino estratégico para grandes investimentos industriais. Theófilo destacou o Projeto Sucuriú, em implantação pela Arauco em Inocência (MS), como um dos exemplos desse movimento, com investimento estimado em US$ 4,6 bilhões.

Segundo o executivo, empreendimentos desse porte geram impactos que ultrapassam o setor industrial e impulsionam diferentes segmentos da economia regional.

“Um projeto dessa dimensão não movimenta apenas a indústria. Ele movimenta o comércio, a hotelaria, a alimentação, o transporte, os serviços e toda a economia que está ao redor. Hoje, temos milhares de pessoas trabalhando na obra e elas também consomem, circulam, contratam e ajudam a dinamizar a cidade”, afirmou.

De acordo com ele, o empreendimento reúne atualmente cerca de 400 empresas, sendo aproximadamente 180 delas de Mato Grosso do Sul.

Desenvolvimento Local

Theófilo ressaltou que um dos principais desafios relacionados a investimentos de grande porte está na permanência dos benefícios econômicos no território após a fase de implantação.

Segundo o executivo, a empresa tem buscado ampliar a participação de fornecedores locais, microempreendedores e prestadores de serviço no novo ciclo econômico impulsionado pelo Projeto Sucuriú.

“A nossa preocupação é que esse desenvolvimento não passe pelo Estado apenas durante a obra. Queremos que ele fique, que fortaleça empresas locais, prepare fornecedores e gere novas oportunidades. Uma empresa que participa de um processo estruturado como esse se capacita também para disputar outros contratos no futuro”, destacou.

Preparação para o Pós-Obra

O painel também abordou a importância da preparação econômica para o período posterior à conclusão das obras. Na avaliação do diretor, essa etapa é fundamental para transformar o crescimento gerado por grandes investimentos em desenvolvimento de longo prazo.

“A fábrica entra em operação, mas a economia precisa continuar girando. Por isso, o trabalho com instituições como o Sebrae, Senac, Senai e Sesi é importante. Não se trata apenas de atender a uma demanda imediata, mas de ajudar o território a se organizar para um novo momento econômico”, pontuou.

Ao longo da participação, Theófilo reforçou que a estratégia da Arauco para Mato Grosso do Sul inclui o fortalecimento das relações institucionais, o diálogo com as comunidades e o planejamento dos impactos relacionados ao Projeto Sucuriú.

“O que queremos é contribuir para que pessoas de Mato Grosso do Sul, e também de outras regiões, possam permanecer aqui, trabalhar, consumir e construir suas vidas no Estado. Esse é o sentido de um desenvolvimento sustentável: criar condições para que o crescimento gere oportunidades reais e duradouras”, afirmou.

Jaime Verruck destacou que Mato Grosso do Sul vem ampliando sua presença no cenário internacional, impulsionado pela chegada de grandes indústrias e pelo avanço de oportunidades ligadas ao emprego, renda e empreendedorismo.

Içamento de Balão

A construção da futura fábrica de celulose da Arauco, em Inocência, registrou nesta terça-feira (26) uma das etapas mais complexas do Projeto Sucuriú.

Em uma megaoperação de engenharia, o balão de vapor da caldeira de recuperação, que pesa mais de 300 toneladas, foi içado a quase 100 metros de altura e instalado no topo da maior caldeira de recuperação do mundo em uma fábrica de celulose.

O balão de vapor, com peso equivalente a cerca de 200 carros ou duas Estátuas da Liberdade, é considerado peça central do processo industrial. Conhecido como o “coração” da fábrica, ele é responsável pela separação entre água e vapor gerado na caldeira, etapa fundamental para a produção de energia.

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