A confirmação da lesão muscular de grau 2 na panturrilha de Neymar acendeu o sinal de alerta na Seleção Brasileira. O prazo de recuperação informado pela equipe médica faz com que o camisa 10 fique fora dos amistosos preparatórios e também coloque em risco sua presença na estreia da Copa do Mundo.
Antes de se apresentar à Seleção na Granja Comary, Neymar mantinha uma rotina intensa de recuperação no Santos. Segundo relatos obtidos pela reportagem, o atacante vinha treinando em três períodos — manhã, tarde e noite — em um esforço para acelerar a recuperação física.
Amigos próximos afirmam que, mesmo fora do clube, Neymar complementava os trabalhos em casa, incluindo sessões de academia durante a noite e aos finais de semana. A avaliação dessas pessoas é de que a evolução física do jogador é perceptível, principalmente se comparada a outros momentos recentes em que esteve, inclusive, lesionado.
Outro ponto citado por pessoas do entorno é o aspecto mental. Segundo os relatos, Neymar estaria muito focado e comprometido com o processo de recuperação. Visualmente, segundo amigos, o atacante não apresenta dificuldades para caminhar ou sinais aparentes de limitação física, apesar do diagnóstico muscular.
Mas justamente esse cenário levanta questionamentos importantes nos bastidores do futebol. A ausência de sinais visíveis de gravidade significa, de fato, que o jogador estará apto para atuar em alto nível em uma Copa do Mundo? E mais: se não fosse Neymar, um atleta com o mesmo quadro clínico já teria sido cortado da Seleção?
Um amigo próximo do atacante comparou a situação à trajetória de Ronaldo Fenômeno antes da Copa de 2002.
“O Ronaldo foi para a Copa depois de praticamente dois anos parado. O Neymar teve um incômodo na panturrilha, algo considerado leve perto do que já vimos no futebol. Ele está andando normalmente, está se cuidando e vai estar bem para a Copa”, afirmou.
A mesma fonte defende que a comissão técnica da Seleção preserve Neymar nos amistosos e evite qualquer exposição desnecessária antes do torneio.
“Não faz sentido arriscar o Neymar em amistoso agora. Ele não precisa jogar 90 minutos contra qualquer seleção só para provar alguma coisa. Tem que chegar zerado na Copa”, disse.
Nos bastidores, existe a percepção de que o peso de Neymar dentro da Seleção extrapola o campo. Pessoas próximas avaliam que a presença do camisa 10 impacta diretamente o ambiente do grupo, a repercussão mundial da equipe e até o interesse comercial no torneio.
A expectativa do entorno do jogador é de que ele esteja plenamente recuperado ao longo da competição, mesmo que não atue durante todos os amistosos preparatórios.


