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sexta-feira, 17 julho 2026
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Com Riedel na presidência, Consórcio Brasil Verde prepara projetos para captar recursos internacionais

Grupo formado por 15 estados vai mapear demandas ambientais, definir prioridades para os próximos dois anos e estruturar iniciativas no setor

Sob a presidência do progressista Eduardo Riedel, pré-candidato à reeleição ao governo de Mato Grosso do Sul, o Consórcio Brasil Verde (CBV) iniciou uma nova etapa de articulação para estruturar projetos ambientais, ampliar a cooperação em torno da agenda climática e buscar recursos internacionais destinados ao financiamento de ações de preservação, sustentabilidade e enfrentamento das mudanças climáticas.

Riedel assumiu o comando do consórcio após ser eleito por unanimidade, em março. Na terça-feira (7), representantes da organização participaram de uma reunião de trabalho destinada a definir os próximos passos da gestão, estabelecer prioridades e preparar o planejamento das atividades que serão desenvolvidas pelos estados integrantes.

Criado em 2019, o CBV reúne 15 unidades da Federação e atua na construção de políticas e projetos relacionados à mitigação das mudanças climáticas, adaptação aos efeitos do aquecimento global, preservação ambiental e transição energética.

A estratégia considera as particularidades dos diferentes biomas brasileiros e busca conciliar proteção dos recursos naturais e desenvolvimento econômico.

Com a transferência da presidência para Mato Grosso do Sul, a estrutura responsável pela condução das atividades do consórcio também passa a ser organizada no Estado.

A nova gestão pretende identificar as principais demandas ambientais dos governos participantes e, a partir desse diagnóstico, elaborar um plano de trabalho para os próximos dois anos.

No campo das políticas climáticas, as medidas de mitigação estão relacionadas à redução das causas do aquecimento global, especialmente por meio da diminuição das emissões de gases de efeito estufa.

Já as iniciativas de adaptação procuram preparar cidades, territórios, atividades econômicas e populações para enfrentar consequências das alterações do clima que já ocorrem ou são projetadas para as próximas décadas.

A elaboração de projetos tecnicamente estruturados é considerada uma etapa necessária para ampliar as possibilidades de acesso dos estados a mecanismos nacionais e internacionais de financiamento climático.

A intenção do consórcio é organizar as demandas regionais, estabelecer prioridades comuns e construir iniciativas capazes de receber investimentos destinados à proteção ambiental e à transição para modelos econômicos de menor impacto climático.

Em Mato Grosso do Sul, essa agenda envolve diretamente três importantes biomas: Pantanal, Cerrado e Mata Atlântica. Antes mesmo de assumir a presidência do CBV, o Estado já coordenava, dentro do consórcio, as discussões relacionadas ao Pantanal.

Além da formulação de projetos e da busca por financiamento, o Consórcio Brasil Verde exerce uma função de representação política e institucional dos governos estaduais nas discussões nacionais sobre mudanças climáticas.

Integram atualmente o Consórcio Brasil Verde Mato Grosso do Sul, Acre, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Sergipe e São Paulo.

A presidência de Mato Grosso do Sul coloca Riedel à frente da articulação desse conjunto de entes em um momento no qual a capacidade de transformar compromissos ambientais em projetos tecnicamente consistentes e financiáveis se torna um dos principais desafios da agenda climática.

A próxima etapa será consolidar as demandas dos estados, definir prioridades comuns e estruturar iniciativas capazes de disputar recursos destinados à mitigação, adaptação e transição energética.

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