A presidente da estatal, Silvia Massruhá, divulgou o acordo em seu perfil no LinkedIn durante missão da Embrapa na Noruega.
O documento foi firmado com o CEO do NIBio, Ivar Horneland Kristensen. De acordo com Massruhá, a iniciativa abre frentes de colaboração em ciência, inovação e bioeconomia, com foco em desenvolvimento sustentável e segurança alimentar.

Além do NIBio, a comitiva visitou o Instituto Norueguês de Pesquisa em Alimentos (Nofima) e a Universidade Norueguesa de Ciências da Vida, em Ås. Nessas paradas, a missão identificou novas oportunidades de cooperação tecnológica entre as instituições dos dois países.
A viagem também rendeu agendas ministeriais.
– “No Ministério da Agricultura e Alimentação da Noruega, dialogamos sobre oportunidades de parceria em pesquisa agropecuária, desenvolvimento sustentável e inovação para o setor. Em seguida, estivemos no Ministério do Clima, em reuniões dedicadas às agendas de clima, florestas e sustentabilidade, temas estratégicos para o futuro da agricultura e da segurança alimentar global”, postou a presidente da Embrapa.
Parceria é estratégica
A aproximação ocorre num momento de interesse crescente da Noruega pelo agro brasileiro. Conforme a agência Innovation Norway, os investimentos noruegueses no Brasil somaram US$ 14 bilhões em 2024, tornando o país o terceiro maior destino desses aportes.
A lógica é combinar a agricultura digital da Noruega com a escala produtiva brasileira. Apenas 3% do território norueguês é cultivável, de acordo com a Innovation Norway, o que forçou o país a desenvolver tecnologias avançadas de campo, da genética animal aos sensores conectados. Dessa forma, a expertise nascida da escassez de terra encontra no Brasil o espaço que faltava.


