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segunda-feira, 27 julho 2026
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Embrapa firma acordo com instituto da Noruega com foco em produção sustentável e bioeconomia tropical

A Embrapa assinou uma Carta de Intenções com o Instituto Norueguês de Pesquisa em Bioeconomia (NIBio) para ampliar a cooperação científica em produção sustentável de alimentos e conservação de recursos naturais.

A presidente da estatal, Silvia Massruhá, divulgou o acordo em seu perfil no LinkedIn durante missão da Embrapa na Noruega.

O documento foi firmado com o CEO do NIBio, Ivar Horneland Kristensen. De acordo com Massruhá, a iniciativa abre frentes de colaboração em ciência, inovação e bioeconomia, com foco em desenvolvimento sustentável e segurança alimentar.

Presidente da Embrapa, Silvia Massruhá assina acordo com o CEO do NIBio, Ivar Horneland Kristensen – Foto: Divulgação (Embrapa)

Além do NIBio, a comitiva visitou o Instituto Norueguês de Pesquisa em Alimentos (Nofima) e a Universidade Norueguesa de Ciências da Vida, em Ås. Nessas paradas, a missão identificou novas oportunidades de cooperação tecnológica entre as instituições dos dois países.

A viagem também rendeu agendas ministeriais.

– “No Ministério da Agricultura e Alimentação da Noruega, dialogamos sobre oportunidades de parceria em pesquisa agropecuária, desenvolvimento sustentável e inovação para o setor. Em seguida, estivemos no Ministério do Clima, em reuniões dedicadas às agendas de clima, florestas e sustentabilidade, temas estratégicos para o futuro da agricultura e da segurança alimentar global”, postou a presidente da Embrapa.

Parceria é estratégica

A aproximação ocorre num momento de interesse crescente da Noruega pelo agro brasileiro. Conforme a agência Innovation Norway, os investimentos noruegueses no Brasil somaram US$ 14 bilhões em 2024, tornando o país o terceiro maior destino desses aportes.

A lógica é combinar a agricultura digital da Noruega com a escala produtiva brasileira. Apenas 3% do território norueguês é cultivável, de acordo com a Innovation Norway, o que forçou o país a desenvolver tecnologias avançadas de campo, da genética animal aos sensores conectados. Dessa forma, a expertise nascida da escassez de terra encontra no Brasil o espaço que faltava.

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