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Suzano obtém autorização para circulação de hexatrens em vias rurais de Três Lagoas e Ribas do Rio Pardo

A utilização de hexatrens pode reduzir o custo logístico e minimizar o impacto ambiental, uma vez que esses veículos são capazes de transportar uma quantidade significativamente maior de carga em comparação aos caminhões convencionais.

O governo federal autorizou, em caráter experimental e temporário, a circulação dos chamados hexatrens, combinação especial de veículo de carga, composta por caminhão-trator e seis semirreboques, em vias rurais não pavimentadas de Ribas do Rio Pardo e Três Lagoas pela empresa Suzano.

Essa autorização é um passo importante para aumentar a eficiência no transporte de madeira, que é um recurso vital para a indústria de celulose no Brasil. Além disso, a utilização de hexatrens pode reduzir o custo logístico e minimizar o impacto ambiental, uma vez que esses veículos são capazes de transportar uma quantidade significativamente maior de carga em comparação aos caminhões convencionais.

Portaria, assinada pelo secretário nacional de Trânsito, Adrualdo de Lima Catão, foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (27). A iniciativa reflete um esforço do governo em promover a modernização do transporte rodoviário, especialmente em áreas rurais onde a infraestrutura muitas vezes é insuficiente.

Ao permitir a circulação de hexatrens, busca-se não apenas a melhoria na logística, mas também a segurança nas estradas, visto que esses veículos são projetados para operar de forma mais eficiente nas condições apresentadas.

A megafábrica de celulose da Suzano em Ribas do Rio Pardo começou a operar em julho de 2024 e, grande parte da madeira que será industrializada na nova fábrica chegará por meio dos hexatrens, caminhões que não podem transitar pelas rodovias por causa do tamanho e lentidão.

A escolha de utilizar hexatrens é estratégica, pois permite um fluxo contínuo de suprimentos para a fábrica, o que é crucial para manter a produção em alta. Além disso, a implementação desse tipo de transporte pode servir como modelo para outras indústrias que dependem de logística semelhante, ampliando as possibilidades de transporte no setor.

Conforme a portaria, o objetivo da autorização em caráter experimental é conferir subsídios técnicos e operacionais à análise de inovação veicular e a futuros estudos de regulamentação. É fundamental entender como a introdução de hexatrens pode impactar a infraestrutura viária e a segurança no transporte de cargas.

O acompanhamento desse experimento será vital para definir as diretrizes que podem ser adotadas em todo o Brasil, considerando as particularidades de cada região e as necessidades do setor de transporte.

Os veículos somente poderão circular nas vias públicas nos seguintes trajetos: É importante ressaltar que essa autorização é válida para trajetos específicos, o que permite um controle mais rigoroso sobre a operação dos hexatrens.

Essa medida é crucial para garantir não apenas a segurança dos motoristas, mas também a integridade das vias utilizadas. O monitoramento desses trajetos ajudará a identificar qualquer necessidade de ajustes nas regulamentações futuras, assegurando que o uso dos hexatrens se mantenha seguro e eficiente.

Rodovia MS-357, no Município de Ribas do Rio Pardo
Rodovia MS-338, no Município de Ribas do Rio Pardo
Rodovia MS-456, no Município de Ribas do Rio Pardo
Rodovia MS-340, no Município de Ribas do Rio Pardo
Rodovia MS-459, no Município de Três Lagoas

A circulação poderá ocorrer em ambos os sentidos das vias públicas, tanto no deslocamento vazio em direção às áreas florestais quanto no retorno carregado em direção à unidade industrial da empresa Suzano, pelo período de um ano. Essa estratégia não só maximiza a eficiência do transporte, mas também minimiza o tráfego em rotas não autorizadas, reduzindo o risco de acidentes e congestionamentos.

Os veículos somente poderão ser conduzidos e ocupados por técnicos e engenheiros da Suzano ou por pessoas por eles autorizados, dos quais poderá ser exigida a identificação pessoal e profissional. Essa medida é essencial para garantir que apenas indivíduos qualificados operem os hexatrens, o que é vital para a segurança nos trajetos autorizados. A atuação de profissionais treinados garante não apenas o cumprimento das normas de segurança, mas também a eficiência operacional dos veículos em circulação.

A portaria proíbe a circulação dos caminhões em vias públicas pavimentadas e em comboio. Essa restrição é importante para evitar danos à infraestrutura urbana e para garantir que as operações de carga e descarga sejam feitas de forma segura e adequada. A proibição do comboio ajuda a prevenir possíveis acidentes e facilita o monitoramento das operações, assegurando que o transporte permaneça dentro dos padrões estabelecidos.

A Suzano deverá adotar todas as medidas necessárias para a mitigação de eventuais riscos e impactos à infraestrutura viária nos trechos autorizados. Isso inclui o monitoramento constante das vias utilizadas e a implementação de ações corretivas sempre que necessário.

A preocupação com a infraestrutura é fundamental, uma vez que a operação de hexatrens pode gerar efeitos colaterais, e é vital que a Suzano se comprometa a manter um diálogo aberto com as autoridades locais para garantir que todos os aspectos da operação sejam cuidadosamente considerados.

Outra consideração relevante é a possibilidade de que a operação dos hexatrens sirva como um projeto piloto para outras regiões do Brasil que enfrentam desafios semelhantes no transporte de cargas. A experiência adquirida pela Suzano pode ser compartilhada com outras empresas e setores, promovendo assim uma cultura de inovação e melhoria contínua no transporte rodoviário do país.

Além disso, é importante mencionar os impactos positivos que essa autorização pode trazer para a economia local. O aumento da eficiência no transporte de madeira pode resultar em menores custos operacionais, o que, por sua vez, pode permitir que a Suzano ofereça preços mais competitivos no mercado. Isso pode beneficiar não apenas a empresa, mas também os fornecedores locais que dependem do setor madeireiro.

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