Líder do partido no Senado, Tereza Cristina foi convidada pelo PL para ser vice na chapa do candidato Flávio Bolsonaro à Presidência. A disputa por essa posição tem gerado muita atenção.
Apesar do anúncio do PP, o senador disse, ao chegar em um evento em São Paulo nesta manhã, que ela tinha aceitado o convite. A cúpula nacional do PP avisou à senadora Tereza Cristina (PP-MS) que se manterá neutro na disputa presidencial.
Confira a Nota:

A nota é resultado de uma série de consultas aos diretórios estaduais sobre a possibilidade de apoio à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL).
Segundo dirigentes do partido, a maioria dos diretórios estaduais manteve a preferência por uma neutralidade na disputa ao Palácio do Planalto.
A posição foi informada a Tereza, que havia acenado com a disposição de compor uma chapa presidencial com o primogênito de Jair Bolsonaro.
Na quarta-feira (29), Flavio procurou Tereza e conseguiu obter dela um aceno de disposição em compor uma chapa presidencial.
A senadora havia recusado inicialmente e afirmado que seu projeto é ser presidente do Senado Federal em 2027.
A indicação chegou a animar um segmento da federal lá partidária, próximo ao PL, para alterar a postura da federação. O grupo, porém, é minoritário e sem força para alterar uma decisão já tomada.
Sem apoios, Flávio terá de lançar uma chapa puro-sangue para a disputa presidencial.Os nomes hoje mais fortes são da vereadora Priscila Costa (PL-CE) e da deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC).
PP já havia sinalizado neutralidade
Na última semana, o senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente nacional do Progressistas, já havia comunicado a Flávio que a federação iria optar pela neutralidade na eleição presidencial no primeiro turno, podendo repetir a posição no segundo turno.
Ciro Nogueira e Flávio Bolsonaro se falaram na quarta-feira (22). O senador do PL ainda tinha esperança de conseguir fechar uma aliança com Progressistas e União Brasil, mas pesou na decisão dos dois partidos a necessidade de liberar seus correligionários para fecharem alianças estaduais.
Em alguns estados, a federação vai estar ao lado de candidatos da direita, mas em outros pode até apoiar aliados do presidente Lula.
Além das questões regionais, também pesou na decisão o fato de as legendas não estarem animadas com a candidatura de Flávio Bolsonaro, que enfrenta um momento de crise interna.
Os partidos também temem o surgimento de novas acusações de ligações do pré-candidato do PL com o banqueiro Daniel Vorcaro.
Em 2022, o PP se aliou ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Na época, a relação de Ciro Nogueira com Bolsonaro era vista como excelente. Agora, o presidente do PP tem reclamado de Flávio Bolsonaro por não o defender quando foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF).
Agora, Flávio Bolsonaro tentará uma aliança com o Republicanos, que também fechou aliança com Bolsonaro em 2022. O partido, no entanto, tem dado sinais de que também deve ficar neutro na eleição presidencial.


