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segunda-feira, 10 agosto 2026
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A história de Celito e Pedro que fez pulsar com força o legado dos Espíndolas para a música de Mato Grosso do Sul

A noite foi mágica e plena de méritos, resgatando as criações de todos esses artistas e colocando-as na prateleira das estrelas que têm o talento singular de transformar as raízes do cancioneiro desta terra em arte musical contemporânea.

O fruto não cai longe da árvore. E o espetáculo Celito Espíndola & Polca Blues Band provou, mais uma vez, o quanto a família Espíndola prossegue produzindo registros históricos e fundamentais para enriquecer a cena cultural de Mato Grosso do Sul.

A fruta, no caso, é o filho de Celito Espíndola, Pedro Espíndola, também músico, cantor e compositor, que produziu o espetáculo junto com Rogéria Fonseca, gestora do projeto Música em Casa.

Show celebrou 30 anos do álbum autoral de Celito Espindola

Com convidados como Geraldo Espíndola, Paulo Simões, Guilherme Rondon, Gilson Espíndola, Carlos Colman, Gabriel de Andrade, Gleison Ferreira e Jerry Espíndola, o show, que aconteceu na quinta-feira (6), transformou o Teatro Aracy Balabanian em uma virtuosa celebração da vida, da carreira e das décadas de amor e dedicação à cultura sul-mato-grossense de Celito Espíndola e de todos os artistas que subiram ao palco.

A noite foi mágica e plena de méritos, resgatando as criações de todos esses artistas e colocando-as na prateleira das estrelas que têm o talento singular de transformar as raízes do cancioneiro desta terra em arte musical contemporânea.

Sonho

Pedro conta que o embrião do espetáculo foi a ideia de marcar os 30 anos do primeiro álbum autoral de Celito, lançado em 1996.

— Teve também uma pegada emocional. Quando me profissionalizei como músico, meu pai não estava mais na ativa. Fez alguns shows, participou de coletivos e apresentações da Chalana de Prata. Mas eu queria realizar o sonho de levar ao palco um show com a linguagem musical dele, músicos convidados, canções autorais e canções novas, um repertório para encantar — conta Pedro Espíndola, que participou do espetáculo como integrante da Polca Blues Band.

O filho lembra que, na tentativa de convencer o pai, descobriu que o show só seria possível se ele próprio assumisse a produção. E a parceira ideal para se juntar à jornada foi Rogéria Fonseca. Pedro e Rogéria produziram uma rara fotografia do protagonismo dos Espíndolas na história da arte e da cultura de Mato Grosso do Sul.

Reencontro

Rogéria considera que o show foi “um reencontro e uma reafirmação da qualidade musical dos nossos artistas regionais e de nossa identidade cultural, isso sem contar o reencontro da nossa música com o seu público”.

Ela aproveita para revelar como funciona o projeto Música em Casa, mantido com o marido, Rossine, e que funciona na casa onde moram.

— Trata-se de um grupo fechado, com 100 pessoas, que funciona de forma coletiva. Cada pessoa paga o valor de R$ 60,00, que vai direto para o Pix do artista. Cada pessoa também leva sua bebida e um petisco, que é compartilhado entre todos ao final do show — descreve.

Sobre a produção do espetáculo, Rogéria destaca que não foi feita nenhuma divulgação nas mídias digitais, nem em rádio ou TV.

— De forma totalmente independente, conseguimos esgotar os ingressos e tivemos casa lotada, com os 260 lugares do teatro ocupados — celebra.

Celito Espíndola

Celito Espindola consolidou sua assinatura na música brasileira ao fundir as raizes sul-mato-grossenses às estéticas da MPB, do pop e do rock, integrando projetos com seus irmãos e consagrando essa fusão urbana em seu aclamado álbum autoral de 1996.

Sua versatilidade arranjos contemporâneos o projetaram nacionalmente, unindo a modernidade das canções com a forte identidade cultural da região. Celito consegue criar uma identidade musical para seu repertório e, apara além, inserindo sua marca na história recente da arte e cultura do Estado.

Referência fundamental no estado, consagrado instrumentista, cantor e compositor, também destaca-se na modernização dos ritmos de fronteira como expoente do chamamé contemporâneo e integrante do projeto Chalana de Prata.

***Por Ulysses Cosenza

Acompanhe no vídeo performance de Celíto, Geraldo e Pedro Espíndola, durante o show:

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