HomePolíticaRiedel projeta ampliação na saúde, infraestrutura e geração de novas oportunidades no...

Riedel projeta ampliação na saúde, infraestrutura e geração de novas oportunidades no Estado

Para Riedel, Mato Grosso do Sul construiu capacidade de investimento e entrou em um novo ciclo econômico, mas ainda precisa consolidar mudanças estruturais para transformar crescimento em oportunidades.

Saúde mais perto de quem mora no interior, estradas preparadas para uma economia que cresce, escolas conectadas ao mercado de trabalho e políticas sociais capazes de transformar desenvolvimento em renda.

Em entrevista à TOP FM nesta segunda-feira (31), o governador Eduardo Riedel (Progressistas), candidato à reeleição, apresentou esses pontos como parte de um mesmo projeto para Mato Grosso do Sul: dar continuidade às mudanças iniciadas nos últimos anos e fazer com que os resultados cheguem cada vez mais à vida das pessoas.

Ao conversar com os jornalistas Ricardo Ortiz, Mirtes Ramos e Rogério Zanetti, Riedel fez um balanço de sua gestão e projetou os próximos anos, abordando saúde, combate ao feminicídio, infraestrutura, logística, educação profissional e redução da pobreza.

A mensagem política que atravessou a entrevista foi a da continuidade. Para o governador, Mato Grosso do Sul construiu capacidade de investimento e entrou em um novo ciclo econômico, mas ainda precisa consolidar mudanças estruturais para transformar crescimento em oportunidades.

Riedel: Saúde regionalizada para atender melhor

Na saúde, Riedel reconheceu que os desafios permanecem, mas sustentou que o Estado já iniciou uma mudança profunda no modelo de atendimento.

O objetivo é descentralizar os serviços e fortalecer as regiões, evitando que pacientes do interior precisem recorrer sistematicamente a Campo Grande para atendimentos de maior complexidade.

“Não existe solução da noite para o dia na saúde. Existe um projeto muito bem estruturado, e a gente está caminhando nele”, afirmou.

Riedel destacou a expansão da estrutura hospitalar estadual. Mato Grosso do Sul, que tinha no Hospital Regional de Campo Grande sua principal unidade própria, caminha para uma rede de cinco hospitais, com estruturas em diferentes regiões e ampliação do hospital da Capital.

Ao mesmo tempo, o governo mantém apoio a mais de 45 hospitais municipais e filantrópicos e procura fortalecer a atenção primária, responsável por resolver boa parte dos problemas antes que o paciente precise chegar às estruturas mais caras e complexas.

“O nosso foco do Estado deve ser no objetivo fim: a saúde, o cidadão”, resumiu Riedel.

O governador também incluiu o saneamento nessa política preventiva. Segundo os números apresentados por ele, a cobertura teria avançado de cerca de 35% para 80,29%, com perspectiva de universalização. Para Riedel, trata-se de investimento que reúne infraestrutura, saúde pública e dignidade.

Combate ao feminicídio exige rede e prevenção

Questionado sobre os feminicídios registrados no Estado, Riedel reconheceu a gravidade do problema e defendeu que o enfrentamento à violência contra a mulher comece antes da agressão física.

“A violência física é a última das violências”, afirmou ao lembrar que situações de dependência financeira, agressão psicológica, ameaças e controle muitas vezes antecedem os crimes mais graves.

O governador afirmou que Mato Grosso do Sul optou por dar visibilidade ao problema e fortalecer a rede de proteção, inclusive preparando profissionais de postos de saúde, hospitais e outros serviços públicos para identificar sinais de violência e encaminhar mulheres em situação de vulnerabilidade.

“O crime está dentro de casa. Ele é silencioso”, disse.

Riedel também citou a integração entre Governo, Judiciário, Ministério Público e Defensoria. Entre as mudanças está a capacitação de 80 policiais militares para auxiliar na entrega de notificações, reduzindo o tempo necessário para que determinadas decisões judiciais cheguem ao agressor.

“Você ganha tempo. E, nesse caso, tempo é vida”, afirmou.

Estradas para acompanhar o crescimento

Na infraestrutura, Riedel apresentou como principal desafio adequar a malha rodoviária à nova escala econômica de Mato Grosso do Sul.

O Estado possui aproximadamente 12 mil quilômetros de rodovias estaduais, segundo ele, com cerca da metade pavimentada. Somente para pavimentar os trechos restantes em pista simples seriam necessários aproximadamente R$ 18 bilhões.

Por isso, o governador defendeu uma combinação entre recursos públicos, concessões e parcerias privadas.

Segundo Riedel, Mato Grosso do Sul investe entre 12% e 15% da receita corrente líquida, percentual acima da média nacional citada por ele. Mesmo assim, o volume necessário para recuperar, pavimentar e ampliar toda a malha exige diferentes fontes de financiamento.

A pressão sobre as estradas cresceu junto com a economia. Nos últimos dois anos, segundo os dados apresentados na entrevista, circularam aproximadamente 170 milhões de toneladas de carga pelo Estado, muitas delas em veículos pesados utilizando rodovias construídas para uma realidade muito diferente.

Riedel citou obras de recuperação e requalificação em diferentes regiões e afirmou que o próximo ciclo continuará combinando investimentos estaduais e concessões.

“Não tem uma solução única. Você não tem de onde tirar R$ 20 bilhões para poder fazer tudo”, afirmou.

Ferrovias e hidrovias entram na nova logística

Para o governador, entretanto, o futuro da logística sul-mato-grossense não pode depender apenas das rodovias.

Com o avanço da indústria de celulose, do agronegócio, da mineração e da Rota Bioceânica, Riedel defende ampliar ferrovias e hidrovias para retirar parte das cargas pesadas das estradas.

Ele citou investimentos privados ferroviários que chegam a R$ 1,5 bilhão em um dos projetos e que poderão retirar aproximadamente 3,5 milhões de toneladas anuais das rodovias.

Também defendeu o fortalecimento da hidrovia para o escoamento da produção mineral de Corumbá.

Para Riedel, o desafio dos próximos anos será integrar rodovias, ferrovias, hidrovias e Rota Bioceânica em uma estrutura logística compatível com o crescimento do Estado.

Educação para transformar crescimento em renda

Na reta final da entrevista, Riedel relacionou crescimento econômico, educação e política social.

Segundo ele, aproximadamente 55% dos estudantes da rede estadual já fazem algum curso técnico dentro do ensino médio. São 92 cursos ou modalidades em áreas como agropecuária, florestas, administração e contabilidade.

A proposta é fazer da escola uma ponte para as oportunidades abertas pela expansão econômica do Estado.

Riedel afirmou que Mato Grosso do Sul alcançou a quinta maior renda média do País e apresenta baixo desemprego. Segundo os números citados por ele, a extrema pobreza caiu de 2,7% para 1,6%.

A meta para um eventual segundo mandato, afirmou, é avançar ainda mais e buscar a eliminação da extrema pobreza.

Ao encerrar a entrevista, Riedel transformou o balanço administrativo em mensagem eleitoral.

Para o governador, os investimentos realizados nos últimos anos prepararam Mato Grosso do Sul para uma nova etapa: consolidar a regionalização da saúde, modernizar a infraestrutura, ampliar a formação profissional e fazer o crescimento econômico alcançar cada vez mais famílias.

“Eu quero pedir a vocês um voto de confiança para que a gente dê sequência num trabalho onde o Mato Grosso do Sul gera oportunidade para as pessoas”, afirmou.

É essa continuidade que Riedel pretende apresentar ao eleitor: um Estado que aumentou sua capacidade de investimento e agora busca transformar desenvolvimento econômico em melhores serviços públicos, emprego, renda e oportunidades para quem vive em Mato Grosso do Sul.

NOTÍCIAS RELACIONADAS

ÚLTIMAS NOTÍCIAS