A sessão do Supremo Tribunal Federal realizada na terça-feira (15), que analisaria a possível abertura de uma investigação envolvendo Alexandre de Moraes, expôs fragilidades na condução dos trabalhos por Edson Fachin.
Integrantes de diferentes grupos dentro do STF avaliaram que Fachin teve sérias dificuldades para controlar os debates e conter a escalada de tensão entre os ministros.
Fachin demonstrou nervosismo já na abertura da sessão, chegando a gaguejar em determinado momento. Apesar disso, concluiu sua fala com uma promessa de que levaria adiante a finalidade do julgamento, independentemente dos obstáculos.
As interrupções sucessivas, protagonizadas sobretudo por Flávio Dino e Gilmar Mendes, não foram contidas por Fachin. A ala mais próxima a André Mendonça esperava que a presidência do STF impusesse ordem sobre essas interferências, o que não ocorreu.
Diante do cenário, a tendência que reverberava nos gabinetes dos ministros era a de que Fachin tentasse retomar as rédeas da crise na sessão prevista para a tarde desta quarta-feira (16).
A sessão plenária marcada para semana que vem trata da abertura de investigação contra André Mendonça, com base no relatório apresentado por Alexandre de Moraes no âmbito do inquérito das fake news.


