O comando do Governo de Mato Grosso do Sul passará temporariamente ao presidente do Tribunal de Justiça (TJMS), desembargador Dorival Renato Pavan, entre os dias 1º e 6 de novembro.
A mudança ocorrerá em razão do afastamento simultâneo do governador Eduardo Riedel (PP), do vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha (Republicanos), e do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Gerson Claro (PP).
Durante os seis dias, Pavan ficará responsável pela chefia do Executivo estadual, incluindo os atos administrativos e as decisões que competem ao governador.
A transferência temporária do cargo foi formalizada por meio de documentos encaminhados à Assembleia Legislativa e ao Tribunal de Justiça. Em ofício datado de 27 de outubro, Riedel comunicou seu afastamento e o do vice-governador, ambos previstos para o mesmo período.
Já Gerson Claro informou oficialmente, em documento de 28 de outubro, que também estará ausente, permitindo que a sucessão alcance o quarto integrante da linha constitucional.
A decisão de Riedel de se afastar por alguns dias ocorre após uma intensa agenda política e administrativa, especialmente durante a campanha eleitoral de 2026.
Gerson Claro também programou uma viagem com familiares, enquanto Barbosinha informou que utilizará os dias de licença para resolver questões pessoais e acompanhar seus negócios particulares.
“A minha ausência é para tratar de assuntos particular, foi um ano muito intenso de muito trabalho, então vou tomar conta um pouco dos meus negócios e da vida”, declarou o vice-governador.
Constituição estabelece ordem de sucessão
A chegada de Dorival Renato Pavan ao comando do Executivo seguirá os dispositivos da Constituição de Mato Grosso do Sul, que determinam a ordem de substituição em situações de ausência ou impedimento do governador.
Pelas regras constitucionais, a responsabilidade passa inicialmente ao vice-governador. Na impossibilidade de ambos exercerem a função, a sucessão alcança o presidente da Assembleia Legislativa e, posteriormente, o presidente do Tribunal de Justiça.
No comunicado encaminhado ao Legislativo, Riedel mencionou o parágrafo 2º do artigo 86 e solicitou a adoção das providências previstas no artigo 87 da Constituição Estadual.
A coincidência dos três afastamentos permitirá que o presidente do TJMS exerça temporariamente a função máxima do Executivo, em uma passagem institucional que também marca o reconhecimento ao trabalho desenvolvido pelo magistrado.
Consultado sobre a substituição, Pavan informou que estava em viagem e ainda não havia se manifestado oficialmente sobre o assunto.
Retorno previsto para 7 de novembro
A administração estadual deverá voltar ao comando de Eduardo Riedel no sábado, 7 de novembro, quando termina o período de licença.
Na mesma data, está prevista a realização da 4ª Corrida dos Poderes, em Campo Grande, evento que reúne servidores, autoridades e representantes das instituições públicas estaduais.
Com a retomada das atividades, Riedel reassumirá a agenda administrativa do Governo de Mato Grosso do Sul, encerrando o período de seis dias em que a chefia do Executivo ficará sob responsabilidade do presidente do Tribunal de Justiça.


