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Com 94,1% da matriz elétrica formada por energia renovável, MS concentra na capital debates sobre transição energética até sexta-feira

Com dois eventos na Capital, Bio Energy Summit e Fórum Regional de Energia Renovável, Mato Grosso do Sul debate a transição energética para avançar ainda mais no uso de fontes renováveis.

O Bio Energy Summit 2026 foi realizado nesta semana, em Campo Grande, e colocou a bioenergia de Mato Grosso do Sul no centro dos debates sobre transição energética. O Estado consolida-se como um dos principais líderes em energia renovável no Brasil, com 94,1% de sua matriz elétrica vinda de fontes limpas.
O encontro, começou na segunda-feira (14) e terminou nesta quarta-feira (16) reunindo empresas, especialistas, investidores e representantes do setor produtivo para discutir tecnologia, novos mercados e investimentos.

Fórum Regional de Energia Renovável

A programação sobre energia renovável continua em Campo Grande nesta quinta-feira (17) com o 32º Fórum Regional de Geração Distribuída Centro-Oeste.
Também realizado pelo Grupo FRG, o encontro segue até a sexta-feira (18) com foco em geração solar, armazenamento de energia, linhas de financiamento, regulamentação e os desafios para expansão da geração distribuída.
Com os dois eventos, a Capital concentrou, ao longo de quatro dias, discussões que vão da produção de combustíveis renováveis à geração de energia próxima ao consumidor.

Bio Energy Summit

A Associação dos Produtores de Bioenergia de Mato Grosso do Sul (Biosul) foi apoiadora institucional da iniciativa. O apoio ocorreu em um momento estratégico, em que Mato Grosso do Sul ampliou sua participação nas discussões sobre fontes renováveis, impulsionado pela força do agronegócio, pela disponibilidade de biomassa e por uma indústria de bioenergia já consolidada.
Entre os temas debatidos estiveram a produção de biogás e biometano a partir de resíduos agroindustriais, os avanços dos biocombustíveis de cana-de-açúcar e milho, novas tecnologias e as possibilidades de investimento ligadas à descarbonização da economia.Para o diretor técnico da Biosul, Érico Paredes, o desafio agora é transformar a estrutura existente em novas oportunidades de negócios.
“Mato Grosso do Sul construiu uma base sólida em bioenergia e hoje reúne escala produtiva, diversidade de matérias-primas e uma indústria com participação relevante na economia. O próximo passo é ampliar essa capacidade com novas tecnologias, maior aproveitamento da biomassa e acesso a mercados impulsionados pela descarbonização”, afirmou.
O aproveitamento de resíduos foi um dos pontos centrais da programação. Materiais provenientes da suinocultura, avicultura e do setor sucroenergético foram apresentados como alternativa para geração de biogás e, posteriormente, conversão em biometano, combustível capaz de substituir fontes fósseis em veículos pesados, máquinas e processos industriais.
Para Tiago Fraga, diretor do Grupo FRG Mídias & Eventos, realizador do encontro, a participação da Biosul aproximou o debate técnico da realidade das empresas.
“Mato Grosso do Sul tem uma combinação muito importante de produção, biomassa e empresas que já atuam com energia renovável. O evento buscou aproximar esse potencial de novas tecnologias, investidores e mercados, criando condições para que mais projetos saiam do papel”, destacou.

Matriz Elétrica e Sustentabilidade em Mato Grosso do Sul

Mato Grosso do Sul consolida-se como um dos principais líderes em energia renovável no Brasil, com 94,1% de sua matriz elétrica vinda de fontes limpas.
O estado destaca-se tanto na produção de energia firme para exportação ao Sistema Interligado Nacional (SIN) quanto na atração de novos investimentos sustentáveis, liderando a expansão da capacidade elétrica do país.
Essa matriz elétrica é altamente diversificada e divide-se principalmente em três grandes pilares:
  • Energia Hídrica (54,5%): É a principal fonte da capacidade instalada no estado.
  • Biomassa (24,3%): Impulsionada fortemente pelas indústrias sucroenergética (bagaço da cana-de-açúcar) e de papel e celulose (florestas plantadas de eucalipto), gera uma energia firme e constante ao longo de quase todo o ano.
  • Energia Solar (15,3%): A fonte fotovoltaica é a que mais cresce, impulsionada de forma muito expressiva pelo agronegócio. Em agosto de 2026, o Mato Grosso do Sul liderou a expansão nacional de capacidade com a entrada de 891 MW de novas operações comerciais
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