agronegócio
Câmbio desfavorável e incertezas climáticas colocam vendas de soja em ritmo lento no início do ano
A comercialização da soja começou 2026 em ritmo lento no mercado brasileiro. Segundo dados divulgados pela Grão Direto, a combinação entre início da colheita, câmbio desfavorável e incertezas climáticas travou as negociações no país, mesmo diante de uma leve recuperação nas cotações internacionais.
No mercado físico, a liquidez foi baixa. O recuo do dólar, que operou próximo a R$ 5,40, aliado à estabilidade externa, reduziu o interesse dos produtores em fechar negócios. A prioridade segue voltada para a colheita, enquanto os patamares atuais de preços não estimulam travas de venda.
Apesar disso, os prêmios nos portos tiveram leve suporte, impulsionados pela demanda da China para embarques de curto prazo. De acordo com a Grão Direto, o Índice Soja FOB Santos registrou alta de 1,40% na semana, cotado a R$ 135,18 por saca. Já o Índice Soja FOB Rio Grande caiu 0,16%, encerrando em R$ 133,02, pressionado pelo efeito cambial.
As atenções do mercado se voltam agora para o relatório de Oferta e Demanda do USDA (WASDE), que será divulgado nesta segunda-feira (12). O documento pode trazer ajustes na produtividade americana e nos estoques globais, com potencial de movimentar os preços no curto prazo. No Brasil, o clima segue no radar. O excesso de chuvas no Centro-Oeste pode atrasar a colheita e comprometer a logística. No Sul, um ciclone extratropical atingiu o Rio Grande do Sul no fim de semana, e os possíveis danos às lavouras gaúchas devem ser avaliados nos próximos dias.

