Empreendedorismo
Casal de Ponta Porã aposta na hidroponia e fortalece produção
“O meu socorro aqui é o Senar. Se tiver qualquer problema, eu mando um áudio para o técnico ou fotografo e filmo e ele corre atrás para resolver até que a gente sana a dificuldade. É por isso que eu estou contente com a visita dele aqui”, comenta o produtor.
João saiu cedo da casa dos pais e sempre trabalhou em fazendas, pilotando trator e participando de plantios e colheitas. Cansado da rotina exaustiva, decidiu investir no que era seu. Quando chegou à propriedade, iniciou a limpeza do terreno e montou os primeiros canteiros no sistema tradicional, diretamente no chão, usando enxada e muito trabalho manual. A produção começou de forma simples, mas já representava a nova fase de trabalhar para si, no pedaço de terra da família.
A mudança de perspectiva veio durante uma viagem ao Paraná, em visita à irmã. Durante uma pescaria, João viu, em uma propriedade próxima, hortaliças sendo cultivadas fora do solo, em um sistema que até então desconhecia. Era a hidroponia. Interessado, buscou informações e voltou para Ponta Porã decidido a implantar o modelo. “Comecei a procurar onde conseguia comprar equipamentos, fui descobrindo aos poucos”, lembra João. A primeira estrutura foi feita no improviso, com erros e ajustes no caminho. O segundo barracão já apresentou melhores resultados e consolidou a transição para o novo sistema de cultivo.
Foi nesse período que o Senar/MS passou a acompanhar a propriedade por meio da ATeG Prepara. O técnico de campo, Fábio, iniciou as visitas e passou a orientar o produtor em questões de manejo, controle de pragas e organização da produção. Problemas recorrentes, como o ataque da larva minadora na alface, deixaram de comprometer a colheita. “Já perdi muita verdura aqui, hoje eu não perco mais. Aprendi fazendo com orientação do Fábio e assim a gente segue. Melhorando cada vez mais”.
Hoje, João e Ramona produzem agrião, rúcula e alface em sistema hidropônico, com melhor qualidade e menor esforço físico. “A vida é outra, a qualidade da planta é muito superior e está dando para sobreviver com nossa lavourinha”. A assistência técnica trouxe mais segurança nas decisões, redução de perdas e melhoria na comercialização. Para o casal, a maior conquista é poder viver do próprio trabalho, na terra deixada pelo pai, com tranquilidade. A pequena horta, que começou no chão e na enxada, se tornou exemplo de como orientação técnica e iniciativa podem transformar a realidade no campo.

