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25 de Janeiro de 2026

agronegócio

CEASA/MS avança na modernização da infraestrutura com reestruturação da rede de abastecimento de água

A Ceasa-MS (Centrais de Abastecimento de Mato Grosso do Sul) deu mais um passo importante no fortalecimento de sua infraestrutura ao avançar na reestruturação da rede de abastecimento de água do entreposto, em parceria com a Águas Guariroba.

O tema foi tratado em reunião realizada nesta quarta-feira (21), que contou com a participação do diretor de Abastecimento e Mercado, Fernando Begena; da diretora de Orçamento e Finanças, Rizeli Breda; e do analista administrativo, Rodrigo de Oliveira Xavier, além de representantes da concessionária responsável pelo abastecimento de água em Campo Grande.

Desde sua criação, há 46 anos, a CEASA/MS é abastecida por poço artesiano. A instituição possui licença para operar e utilizar águas subterrâneas, que passam por tratamento adequado. No entanto, a modernização do sistema sempre foi um desejo da atual administração, visando maior eficiência e segurança no abastecimento.

CEASA/MS e Águas Guariroba estreitaram as discussões sobre o projeto de adequação da rede nos últimos meses. Durante a reunião desta quarta-feira, foram acertados os últimos detalhes das obras, que devem ser concluídas no primeiro semestre deste ano.

A Águas Guariroba já fornecer água para algumas unidades dentro da CEASA/MS. Com a implantação do novo sistema, o fornecimento chegará a 100% dos usuários, seguindo critérios ainda mais rigorosos de tratamento e controle sanitário.

O projeto prevê a implantação de aproximadamente mil metros de rede de abastecimento, dentro do entreposto. A reestruturação da rede de abastecimento de água será executada em paralelo à reestruturação funcional do pavimento e à drenagem superficial da pista de rolamento da CEASA/MS.

Como vender para na Ceasa

A Ceasa-MS  é uma importante aliada do agricultor em um dos processos mais desafiadores para quem tira o sustento da terra: a comercialização da produção. Para vender no entreposto, o produtor precisa se planejar e estar atento a diversos fatores que influenciam o percurso do que ele colhe até chegar ao consumidor final.

Para que o produtor consiga vender seus produtos na Ceasa, o primeiro passo recomendado é procurar o escritório da Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural) em sua região. A agência é acionista majoritária da Ceasa-MS e está presente nos 79 municípios do Estado. Os endereços e telefones das unidades da Agraer podem ser consultados por meio deste link.

Além de prestarem assistência técnica adequada a cada agricultor, de acordo com o tipo de hortifrutigranjeiro produzido, os técnicos da Agraer também orientam sobre os procedimentos necessários para a comercialização da produção no Cecaf (Centro de Comercialização da Agricultura Familiar), localizado dentro da Ceasa.

É a Agraer quem analisa se o produtor se enquadra na agricultura familiar. Após o respectivo credenciamento na Agência, ele é autorizado a se cadastrar na administração da Ceasa para comercializar a sua mercadoria, conforme o fluxo de produção, nas “pedras” do Cecaf, como são chamados os espaços destinados à venda de produtos no pavilhão. O contato do Cecaf é pelos telefones (67) 3321-1044 / 3321-1048.

A partir do cadastramento na Ceasa de MS, o produtor passa a retirar os romaneios, documento que substitui a nota fiscal e que é o único custo que o agricultor tem ao vender seus hortifrutigranjeiros no Cecaf, conforme explica o diretor de Abastecimento e Mercado da Ceasa-MSS, Fernando Begena.

“Cada romaneio custa apenas R$ 5 e equivale a uma carga de produtos trazidos pelo agricultor para o Cecaf. O produtor só é autorizado a entrar na Ceasa e vender seus produtos no Centro de Comercialização da Agricultura Familiar mediante a apresentação do romaneio”, explica Begena.

O agricultor também pode optar por fornecer seus hortifrutigranjeiros diretamente às empresas sediadas na Ceasa, sem a necessidade de se estabelecer no Cecaf. “O produtor pode negociar a mercadoria diretamente com as empresas, desde que apresente o romaneio ou a nota fiscal de sua mercadoria. O objetivo desse trâmite é dar procedência a tudo aquilo que entra na Ceasa”, esclarece Fernando Begena.

Em ambos os casos, o diretor ressalta que o agricultor deve estar ciente de que todo o processo de comercialização é de sua inteira responsabilidade. A Ceasa-MS não intermedia as vendas, atuando como um polo que concentra e dinamiza a oferta de frutas, verduras e legumes de primeira qualidade produzidos nos municípios sul-mato-grossenses, além de mercadorias provenientes de outras regiões do país.

“A Ceasa tem um fluxo intenso e diário, a partir das 4h, com a presença de centenas de comerciantes, representantes de grandes empresas e também do consumidor final, todos em busca de produtos de qualidade e bons preços. A demanda é grande, mas, para vender bem, o agricultor precisa entender de negócios, saber negociar, praticar preços adequados e avaliar se tem capacidade de atender às exigências do mercado. Da porteira para fora, ele também é um comerciante, além de agricultor”, destaca Begena.

Participação de Mato Grosso do Sul

O volume de hortifrutigranjeiros produzidos em Mato Grosso do Sul e comercializados na Ceasa cresce a cada ano, demonstrado a força da agricultura familiar no Estado.

Entre janeiro e setembro de 2025, MS ficou em 2º lugar no ranking dos estados que mais forneceram produtos ao entreposto, com cerca de 25 mil toneladas de hortigranjeiros comercializados — um aumento de 8,93% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

A mandioca (4,3 mil toneladas), a laranja (4,2 mil toneladas) e o ovo (3,6 mil toneladas) foram os produtos sul-mato-grossenses mais comercializados nas Centrais nos primeiros seis meses do ano passado.

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