O contrato de concessão da Rota da Celulose, que será assinado nesta segunda-feira (02) pelo Governo de Mato Grosso do Sul e a XP Investimentos, prevê investimentos de 10 bilhões em 4 rodovias nos próximos 30 anos. O processo, iniciado em 2023, foi marcado por ausência de interessados, mudanças no projeto, além de disputas administrativas e judiciais.
A concessão será formalizada com a Concessionária Caminhos da Celulose, consórcio liderado por um fundo de investimentos da XP. O grupo será responsável pela recuperação, operação, manutenção, conservação e ampliação da capacidade de cerca de 870 quilômetros de rodovias estaduais e federais, pelo prazo de 30 anos.
A assinatura do contrato encerra um dos processos de concessão mais complexos já conduzidos pelo Estado na área de infraestrutura rodoviária. Ao longo da tramitação, o projeto passou por duas tentativas de leilão, ajustes na modelagem econômico-financeira, mudança de vencedor e decisões judiciais que acabaram por manter o resultado final do certame.
Projeto da Rota da Celulose em Mato Grosso do Sul (Imagem: Reprodução)
O projeto teve início formal em 2023, com o lançamento de um Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI), voltado à estruturação da concessão de rodovias estratégicas localizadas nas regiões central, leste e do Bolsão do Estado. A proposta reúne trechos das rodovias estaduais MS-040, MS-338 e MS-395, além das federais BR-262 e BR-267, totalizando aproximadamente 869 quilômetros.
O corredor rodoviário corta nove municípios: Campo Grande, Ribas do Rio Pardo, Santa Rita do Pardo, Bataguassu, Água Clara, Três Lagoas, Nova Alvorada do Sul, Nova Andradina e Anaurilândia. A concessão foi concebida para atender regiões com elevado fluxo de veículos e forte atividade econômica, especialmente ligadas à indústria de celulose, ao setor sucroalcooleiro e à agropecuária.


