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07 de Janeiro de 2026

Cidades

COP 15 é marco para biodiversidade de MS no mundo e vai reunir cinco mil representantes de 100 países em Campo Grande

Governador Eduardo Riedel e Secretário Jaime Verruck, visitam a floresta Amazônica, durante a COP 30 em novembro, na cidade de Belém - Foto: Arquivo

A COP15 da Convenção sobre Espécies Migratórias (CMS) será realizada em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, de 23 a 29 de março de 2026, marcando a primeira vez que o evento acontece na América Latina, focando na conservação de fauna silvestre migratória e apresentando o Pantanal como vitrine de sustentabilidade.

Dessa forma, Mato Grosso do Sul entra definitivamente no mapa mundial da conservação dos biomas considerados fundamentais para a sobrevivência do planeta. O estado, que detém cerca de 65% da área total do Pantanal, vai sediar a COP15 (15ª Reunião da Conferência das Partes) – Convenção sobre a Conservação de Espécies Migratórias de Animais Silvestres, que vai acontecer em Campo Grande, entre os dias 23 e 29 de março deste ano.

A Conferência reunirá governos, cientistas, povos indígenas e comunidades tradicionais e sociedade civil de todo o mundo para enfrentar os desafios urgentes de conservação que acometem as milhares de espécies de animais silvestres que cruzam fronteiras internacionais. Está prevista a participação de mais de 5 mil pessoas representando 100 países.

Conservação

Campo Grande será o palco de debates e acordos capazes de fortalecer a cooperação para a proteção de espécies que dependem de ações coordenadas entre nações,

Os temas da Conferência já estão definidos, conforme abaixo:

– Conservação: fortalecimento da conservação global e implementação de políticas;

– Combate à captura ilegal, exploração, perda de habitat e mudanças climáticas;

– Conectividade: melhoria da conectividade ecológica para corredores migratórios;

– Plano Estratégico: avaliação do Plano Estratégico de Samarcanda (2024-2032) – um acordo internacional focado na conservação de espécies migratórias, adotado no âmbito da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS, ou Convenção de Bombaim) da ONU;

– Iniciativas para conservação das onças.

De acordo com o secretário Jaime Verruck, da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) esta é uma COP que trata de espécies migratórias. “Vamos discutir sobre animais do mundo inteiro. É a primeira vez que está sendo realizada no Brasil, em um excelente momento, e como uma oportunidade de mostrar o Mato Grosso do Sul ao mundo e tudo que estamos fazendo, do ponto de vista ambiental, conciliando a sustentabilidade que tem o Pantanal, por exemplo. É uma oportunidade, uma vitrine para apresentar as boas práticas de sustentabilidade do Mato Grosso Sul aliando conservação e economia”, pontuou Verrucl.

A participação em acordos internacionais e a existência de uma legislação nacional rigorosa fizeram com que o Brasil avançasse na proteção da biodiversidade migratória. Com isso, as espécies mais ameaçadas de extinção se beneficiam da extensa rede de conservação constituída pelo país, enquanto área de ocorrência dessas espécies, e da cooperação regional estabelecida sob a estrutura da CMS.

As diferentes espécies migratórias atravessam grandes distâncias e ecossistemas, desempenhando papel crucial na manutenção da biodiversidade e do equilíbrio ecológico. Também são indicadores de saúde ambiental e essenciais para o funcionamento de seus habitats.

– “O MS foi escolhido pelo trabalho que faz sob o ponto de vista ambiental. Nós temos um papel importante e já estamos com áreas envolvidas, como turismo, segurança pública e a Semadesc que coordena o projeto no Estado, além da Segov. Criamos uma força-tarefa dentro do Estado, porque é um evento relevante. E avaliamos os processos, e tudo que ainda precisa ser feito”, acrescentou Verruck.

O Brasil, que é parte da CMS desde 2015, é o país mais biodiverso do mundo. Inúmeras espécies de animais migratórios dependem dos habitats do país para sua sobrevivência, o que inclui reprodução, alimentação e locais de parada em seus trajetos.

Os seis biomas brasileiros abrigam biodiversidade formada por animais migratórios como a onça-pintada, o morcego-de-cauda-livre-mexicano e o falcão-peregrino. Além disso, o Brasil apresenta notável diversidade de espécies migratórias, incluindo tubarões, arraias, peixes migratórios de água doce, tartarugas, inúmeras famílias de espécies de pássaros, morcegos, bem como pequenos cetáceos, baleias e outros mamíferos marinhos.

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