Política
CPI do Banco Master já tem assinaturas necessárias no Senado
O senador Eduardo Girão (Novo-CE) afirmou, nesta segunda-feira (19), ter reunido assinaturas para criar a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) voltada a apurar supostas irregularidades envolvendo o Banco Master. A proposta apresentada por Girão conta com 42 assinaturas, 25 a mais do que o mínimo necessário – um terço do Senado.
A bancada de Mato Grosso do Sul no Senado, integrada por Tereza Cristina (PP), Nelsinho Trad (PSD) e Soraya Thronicke (Podemos), votou a favor da CPI.
A partir de agora, cabe ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (UNião-AP), ler o requerimento de instalação da comissão e designar um presidente para chefiar os trabalhos do colegiado.
O Congresso Nacional, atualmente, tem ativas a CPMI do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e a CPI do Crime Organizado. Ainda que em pleno recesso legislativo, parlamentares têm se mobilizado para angariar apoio em torno da criação de CPI para investigar o caso Master. Congressistas de oposição e base do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se movimentam. A investigação conduzida pela PF (Polícia Federal) apontou fraude de cerca de R$ 12 bilhões. Indícios de fraude levaram à liquidação extrajudicial do banco pela autoridade monetária brasileira.
O requerimento de Jordy cita contrato supostamente firmado entre o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, e o banco Master. O ministro, em nota, ressaltou que a esposa “jamais atuou na operação de aquisição BRB-Master perante o Banco Central”.
Outro eixo que os parlamentares pretendem explorar caso o colegiado seja instalado é quanto à atuação do BRB (Banco Regional de Brasília) no caso.

