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Impacto econômico do acordo UE-Mercosul deve ganhar força no longo prazo
O acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul deverá produzir impactos relevantes na economia brasileira no longo prazo, segundo projeções oficiais. A expectativa é de que a integração amplie o comércio, estimule investimentos e gere efeitos positivos sobre preços e rendimentos, com reflexos estruturais até meados da próxima década.
Uma simulação do Governo brasileiro indica que, em 2044, o acordo poderá elevar o Produto Interno Bruto em 0,34%, o equivalente a cerca de 6.000 milhões de euros. O investimento tende a crescer 0,76%, com acréscimo estimado de 13,6 mil milhões de reais, enquanto os preços ao consumidor devem registrar redução média de 0,56%. Os salários reais também apresentam projeção de alta, estimada em 0,42%.
No comércio externo, os efeitos são considerados expressivos. As importações totais podem avançar 2,46%, somando 42,1 mil milhões de reais, e as exportações 2,65%, alcançando 52,1 mil milhões de reais. A União Europeia já ocupa a posição de segundo maior parceiro comercial do Brasil. Em 2024, o intercâmbio bilateral atingiu 88,8 mil milhões de euros, com exportações brasileiras de 44,9 mil milhões e importações de 43,9 mil milhões de euros.
O acordo prevê a eliminação de tarifas para a maior parte das trocas entre os dois blocos e a abertura de um mercado conjunto com mais de 700 milhões de consumidores. Para o lado europeu, o tratado amplia o acesso a setores industriais e a produtos de maior valor agregado, enquanto para o Mercosul fortalece a inserção internacional de commodities e bens agroindustriais.

