Enquanto sete estados do país viram a produção industrial crescer em ritmo superior ao da média nacional, com destaque para o Rio de Janeiro e Espírito Santo, Mato Grosso do Sul apresentou a maior queda no acumulado do ano entre os 18 locais pesquisados (-12,9%). Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal Regional, divulgada nesta terça-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Enquanto a indústria brasileira avançou 0,6% em 2025 na comparação com 2024, Mato Grosso do Sul apresentou o maior recuo do país ao ponto do índice ser negativado em -12,9%, pressionado, principalmente, pelo comportamento negativo vindo das atividades no setor de carvão mineral e biocombustíveis (álcool etílico).
Para medir o desempenho da indústria nacional anualmente, o IBGE apura informações em 18 localidades – 17 unidades da federação (UF) que têm participação de, no mínimo, 0,5% no total da industrial nacional, e o Nordeste como um todo.
Junto com Mato Grosso do Sul, a produção industrial recuou, com destaque negativo em sete Estados e na região Nordeste:
- Ceará: -0,6%
- Região Nordeste: -0,8%
- São Paulo: -2,2%
- Pernambuco: -3,8%
- Maranhão: -5,1%
- Mato Grosso: -5,8%
- Rio Grande do Norte: -11,6%
- Mato Grosso do Sul: -12,9%
Três estados viram a indústria crescer no ano passado, mas abaixo da média nacional:
- Bahia: 0,3%
- Paraná: 0,3%
- Amazonas: 0,1%
Em outros oito Estados o crescimento anual ficou acima da média do país (0,6%) em 2025:
- Espírito Santo: 11,6%
- Rio de Janeiro: 5,1%
- Santa Catarina: 3,2%
- Rio Grande do Sul: 2,4%
- Goiás: 2,4%
- Minas Gerais: 1,3%
- Pará: 0,8%
Acompanhe no quadro abaixo o desempenho dos 17Estados pesquisados e mais a região Nordeste:
| Indicadores Conjunturais da Indústria Resultados Regionais Dezembro de 2025 |
||||
|---|---|---|---|---|
| Locais | Variação (%) | |||
| Dezembro 2025/Novembro 2025* | Dezembro 2025/Dezembro 2024 | Acumulado Janeiro-Dezembro | Acumulado nos Últimos 12 Meses | |
| Amazonas | -5,2 | -6,5 | 0,1 | 0,1 |
| Pará | -9,2 | -12,7 | 0,8 | 0,8 |
| Região Nordeste | -5,1 | -4,4 | -0,8 | -0,8 |
| Maranhão | – | -1,9 | -5,1 | -5,1 |
| Ceará | -0,7 | 2,0 | -0,6 | -0,6 |
| Rio Grande do Norte | – | -9,2 | -11,6 | -11,6 |
| Pernambuco | 0,8 | 1,5 | -3,8 | -3,8 |
| Bahia | -10,1 | -9,2 | 0,3 | 0,3 |
| Minas Gerais | -4,7 | 2,0 | 1,3 | 1,3 |
| Espírito Santo | -5,0 | 19,9 | 11,6 | 11,6 |
| Rio de Janeiro | 2,3 | 10,3 | 5,1 | 5,1 |
| São Paulo | -1,6 | -3,2 | -2,2 | -2,2 |
| Paraná | -2,6 | -1,2 | 0,3 | 0,3 |
| Santa Catarina | -2,8 | -0,3 | 3,2 | 3,2 |
| Rio Grande do Sul | -0,5 | 4,9 | 2,4 | 2,4 |
| Mato Grosso do Sul | – | -3,4 | -12,9 | -12,9 |
| Mato Grosso | 1,3 | 2,9 | -5,8 | -5,8 |
| Goiás | -0,5 | 0,1 | 2,4 | 2,4 |
| Brasil | -1,2 | 0,4 | 0,6 | 0,6 |
| Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Estatísticas Conjunturais em Empresas * Série com Ajuste Sazonal |
||||
Espírito Santo (11,6%) e Rio de Janeiro (5,1%) assinalaram os avanços mais acentuados para os doze meses do ano, impulsionados, em grande parte, pelas atividades de indústrias extrativas (óleos brutos de petróleo, minérios de ferro pelotizados ou sinterizados e gás natural).
Santa Catarina (3,2%), Goiás (2,4%), Rio Grande do Sul (2,4%), Minas Gerais (1,3%) e Pará (0,8%) também apontaram taxas positivas mais intensas do que a média nacional (0,6%), enquanto Paraná (0,3%), Bahia (0,3%) e Amazonas (0,1%) completaram o conjunto de locais com crescimento na produção nesse fechamento do ano.


