sábado, 28 março 2026
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Indústria de Mato Grosso do Sul apresenta o maior recuo do país (-12,9%) no acumulado do ano

Enquanto sete estados do país viram a produção industrial crescer em ritmo superior ao da média nacional, com destaque para o Rio de Janeiro e Espírito Santo, Mato Grosso do Sul apresentou a maior queda no acumulado do ano entre os 18 locais pesquisados (-12,9%). Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal Regional, divulgada nesta terça-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Enquanto a indústria brasileira avançou 0,6% em 2025 na comparação com 2024, Mato Grosso do Sul apresentou o maior recuo do país ao ponto do índice ser negativado em -12,9%, pressionado, principalmente, pelo comportamento negativo vindo das atividades no setor de carvão mineral e biocombustíveis (álcool etílico).

Para medir o desempenho da indústria nacional anualmente, o IBGE apura informações em 18 localidades – 17 unidades da federação (UF) que têm participação de, no mínimo, 0,5% no total da industrial nacional, e o Nordeste como um todo.

Junto com Mato Grosso do Sul, a produção industrial recuou, com destaque negativo em sete Estados e na região Nordeste:

  • Ceará: -0,6%
  • Região Nordeste: -0,8%
  • São Paulo: -2,2%
  • Pernambuco: -3,8%
  • Maranhão: -5,1%
  • Mato Grosso: -5,8%
  • Rio Grande do Norte: -11,6%
  • Mato Grosso do Sul: -12,9%

Três estados viram a indústria crescer no ano passado, mas abaixo da média nacional:

  • Bahia: 0,3%
  • Paraná: 0,3%
  • Amazonas: 0,1%

Em outros oito Estados o crescimento anual ficou acima da média do país (0,6%) em 2025:

  • Espírito Santo: 11,6%
  • Rio de Janeiro: 5,1%
  • Santa Catarina: 3,2%
  • Rio Grande do Sul: 2,4%
  • Goiás: 2,4%
  • Minas Gerais: 1,3%
  • Pará: 0,8%

Acompanhe no quadro abaixo o desempenho dos 17Estados pesquisados e mais a região Nordeste:

Indicadores Conjunturais da Indústria
Resultados Regionais
Dezembro de 2025
Locais  Variação (%)
Dezembro 2025/Novembro 2025* Dezembro 2025/Dezembro 2024 Acumulado Janeiro-Dezembro Acumulado nos Últimos 12 Meses
Amazonas -5,2 -6,5 0,1 0,1
Pará -9,2 -12,7 0,8 0,8
Região Nordeste -5,1 -4,4 -0,8 -0,8
Maranhão -1,9 -5,1 -5,1
Ceará -0,7 2,0 -0,6 -0,6
Rio Grande do Norte -9,2 -11,6 -11,6
Pernambuco 0,8 1,5 -3,8 -3,8
Bahia -10,1 -9,2 0,3 0,3
Minas Gerais -4,7 2,0 1,3 1,3
Espírito Santo -5,0 19,9 11,6 11,6
Rio de Janeiro 2,3 10,3 5,1 5,1
São Paulo -1,6 -3,2 -2,2 -2,2
Paraná -2,6 -1,2 0,3 0,3
Santa Catarina -2,8 -0,3 3,2 3,2
Rio Grande do Sul -0,5 4,9 2,4 2,4
Mato Grosso do Sul -3,4 -12,9 -12,9
Mato Grosso 1,3 2,9 -5,8 -5,8
Goiás -0,5 0,1 2,4 2,4
Brasil -1,2 0,4 0,6 0,6
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Estatísticas Conjunturais em Empresas
* Série com Ajuste Sazonal

Espírito Santo (11,6%) e Rio de Janeiro (5,1%) assinalaram os avanços mais acentuados para os doze meses do ano, impulsionados, em grande parte, pelas atividades de indústrias extrativas (óleos brutos de petróleo, minérios de ferro pelotizados ou sinterizados e gás natural).

Santa Catarina (3,2%), Goiás (2,4%), Rio Grande do Sul (2,4%), Minas Gerais (1,3%) e Pará (0,8%) também apontaram taxas positivas mais intensas do que a média nacional (0,6%), enquanto Paraná (0,3%), Bahia (0,3%) e Amazonas (0,1%) completaram o conjunto de locais com crescimento na produção nesse fechamento do ano.

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