agronegócio
Mercado pecuário encerra janeiro com preços firmes e negócios em alta
Algumas praças acompanhadas pelo Cepea apresentaram novos reajustes de R$ 5 na arroba, como foi o caso de Goiânia, Dourados, Três Lagoas e Cassilândia.
O mercado pecuário encerra janeiro com negócios e preços firmes, aponta o Cepea. Em algumas regiões acompanhadas pelo Centro de Pesquisas, reajustes nas cotações são realizados, impulsionados pela oferta restrita de animais. Diante da necessidade de completar as escalas, compradores acabam pagando os valores pedidos por vendedores.
No estado de São Paulo, levantamentos do Cepea mostram que os negócios têm ocorrido majoritariamente entre R$ 325 e R$ 330. Para a carne com osso no atacado da Grande SP, ainda conforme o Centro de Pesquisas, os preços dos cortes que vinham em alta se enfraqueceram, refletindo o menor poder de compra dos consumidores em período de pagamento de tributos (IPVA, por exemplo) e fim do mês.
Quinta moderada
Dia de liquidez moderada nesta quinta-feira, 29, com a procura dos frigoríficos superando a oferta de animais na maioria das regiões. Algumas praças acompanhadas pelo Cepea apresentaram novos reajustes de R$ 5 na arroba, como foi o caso de Goiânia, Dourados, Três Lagoas e Cassilândia. Em São Paulo o mercado segue firme. O Indicador CEPEA/ESALQ acumula alta de 2,13% no mês.
Confirmando a toada de alta que vinha sendo construída desde o começo de janeiro, o mercado físico do boi gordo ganhou impulso e superou o patamar de R$ 330,00 a arroba em SP, principal referência nacional. Na quarta-feira, do total de dezessete regiões monitoradas, doze apresentaram valorização da arroba: SP, AL, GO, MG, MS, MT, PA, PR, RO, RS, SC e TO. Enquanto AC, BA, ES, MA e RJ mantiveram estabilidade .
Esse movimento consolida um ambiente de firmeza disseminada, reflexo direto da dificuldade enfrentada pelos frigoríficos para compor escalas de abate, que seguem curtas e atendem apenas seis dias úteis, na média nacional.
A sustentação dos preços ocorre em meio à oferta curta de animais terminados, escalas enxutas, exportações firmes e um mercado interno de carnes em processo de reação com a chegada da primeira quinzena de fevereiro, período tradicionalmente mais favorável ao consumo . A esse conjunto soma-se a condição positiva das pastagens naturais, que dá mais tranquilidade ao pecuarista e fortalece seu poder de negociação . Não por acaso, a B3 já sinaliza valores ainda mais elevados para os próximos meses.
Clique AQUI e veja análise completa.

