Ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e senadores da base aliada têm atuado como “bombeiros” para tentar destravar a sabatina do advogado-geral da União, Jorge Messias.
A intenção é dar celeridade para a sabatina do indicado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um contexto de alerta sobre o risco real de Messias não ter o nome aprovado para ocupar a cadeira pretendida na Suprema Corte.
A articulação tanto do Supremo, quanto de demais aliados do ministro, é para que a sabatina possa ocorrer ainda neste semestre e para evitar que a corte passe o ano inteiro com 10 ministros, o que pode render empates em julgamentos.
O presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), Otto Alencar (PSD-BA), já indicou que se houver sinalização do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, pode realizar os trâmites dentro de duas semanas.
Alcolumbre, no entanto, mantém a pauta em “banho-maria”, apesar da mensagem do Planalto oficializando o nome de Messias ter chegado ao Senado nesta quarta-feira (2).
Entre os magistrados que defendem a aprovação de Messias está André Mendonça, estão os dois ministros do Supremo indicados por Jair Bolsonaro: Kassio Nunes Marques e André Mendonça, que ainda na ocasião do anúncio da indicação chegou a fazer um gesto público de apoio ao indicado de Lula.


