Economia
MS agora tem oito municípios e quase R$ 18 milhões perdidos na lista das Previdências que investiram no Banco Master
Dos 2.130 Regimes Próprios de Previdência Social existentes no Brasil, apenas 19 compraram papéis do Master, entre eles constam os municípios de Campo Grande, Angélica, Fátima do Sul, Jatéi, São Gabriel do Oeste, Três Lagoas, Tacuru e Nova Alvorada do Sul em Mato Grosso do Sul.
Os três últimos municípios foram incluídos em um levantamento feito pelo jornal Folha de São Paulo, publicado neste final de semana, que cruzou os dados da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e do Ministério da Previdência, revelando novos integrantes na lista de órgãos públicos que tiveram prejuízo ao aplicar recursos na instituição liquidada pelo Banco Central.
Somente levando em consideração os dados do MPS (Ministério da Previdência Social), 19 entes federativos, entre estados e municípios, fizeram aplicações no Banco Master que somam R$ 1,87 bilhões. Segundo a pasta, o Brasil tem um total 2.130 RPPSs (Regimes Próprios de Previdência Social), ou seja, apenas cerca de 1% das RPPS investiram no Master, em todo o país.
Polícia Federal
Como o número de RPPS que investiram no Master é muito pequeno em relação ao universo dos 2.130 existentes no país, a PF (Polícia Federal) já começou a realizar operações contra supostas irregularidades na gestão de recursos dos recursos previdenciários envolvidos. A primeira delas aconteceu na última sexta-feira (06) no Estado do Amapá. Anteriormente, a Rioprevidência, regime previdenciário do estado do Rio de Janeiro, já havia sido alvo da PF também no âmbito da Operação Barco de Papel, que faz parte do escopo das investigações do caso Banco Master.
A Amprev (Amapá Previdência) aplicou R$ 400 milhões, e a Rioprevidência R$ 970 milhões em letras financeiras do Banco Master. Entre os municípios, Maceió (AL) tem o maior aporte, informando ao Ministério que aplicou R$ 97 milhões. A capital é seguida de São Roque (SP), com R$ 93,1 milhões, e Cajamar (SP), com R$ 87 milhões. Ainda segundo o MPS, as aplicações foram realizadas de 10/2023 a 12/2024, conforme extração em fevereiro de 2026.
Mato Grosso do Sul
Entre os Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) dos municípios de Mato Grosso do Sul, o que fez a maior operação foi o de Fátima do Sul que investiu R$ 7 milhões nos papéis do Master.
Em seguida, aparece São Gabriel do Oeste com R$ 3 milhões.
O Regime de Previdência de Jateí investiu R$ 2,5 milhões.
No município de Tacuru o investimento foi de 2.018.777,00
O do município de Angélica aportou R$ 2 milhões.
O de Três Lagoas investiu R$ 208 mil
O de Nova Alvorada do Sul, investiu um total de R$ 56.931,00.
Já o IMPCG (Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande), que atende os servidores efetivos da administração direta, autarquias e fundações da Prefeitura de Campo Grande, investiu o total de R$ 1,2 milhão.
No total, os oito municípios de Mato Grosso do Sul investiram R$ 17,9 milhões.
Os dados são do Ministério da Previdência Social MPS e as aplicações foram realizadas de 10/2023 a 12/2024, conforme extração em fevereiro de 2026.
Até agora, passados mais de dois meses da liquidação do Banco Master, os oito municípios de Mato Grosso do Sul e tampouco o TCE-MS (Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul) sabem como recuperar os milhões previdenciários aplicados na instituição.
O IMPCG (Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande) e a Prefeitura da Capital ingressaram na Justiça Federal para tentar recuperar o valor aplicado no Banco Master.
A Câmara Municipal de Campo Grande criou uma Comissão Especial destinada a acompanhar os desdobramentos relacionados à aplicação financeira realizada pelo Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande (IMPCG) no Banco Master.
O TCE-MS (Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul), a pedido do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), abriu auditoria para apurar possíveis regularidade das aplicações feitas por Fátima do Sul, Jateí, São Gabriel do Oeste, Angélica e Campo Grande e que, provavelmente, deve incluir agora Tacuru, Três Lagoas e Nova Alvorada do Sul.
Mas, até o momento, nenhum resultado prático resultou destas medidas.

