Economia
Petrobras recoloca UFN3 em Três Lagoas no centro do seu planejamento estratégico e retomada das obras deve ser anunciada em fevereiro
Após mais de uma década de paralisação, com as obras interrompidas em janeiro de 2015, quando o projeto já estava cerca de 80% concluído, a Petrobras recolocou a UFN3, em Três Lagoas (MS) no centro de seu planejamento estratégico e deve retomar as obras no próximo mês de fevereiro. Para viabilizar a conclusão, a estatal adotou um novo modelo de execução baseado no fatiamento da obra em blocos, permitindo que diferentes empresas disputem etapas específicas do empreendimento.
A estratégia reduz riscos, amplia a competitividade e aumenta a previsibilidade na entrega de um projeto industrial de grande porte. Nesse sentido, a obra foi dividida em blocos de licitação que incluem amônia e estocagem, ureia e granulação, unidade de geração de vapor e energia (Cafor), armazém e transportadores de correia As propostas já foram entregues e estão em fase de análise de exequibilidade técnica e financeira pela Petrobras.
Do ponto de vista institucional, o projeto conta com articulação permanente do Governo de Mato Grosso do Sul. O governador Eduardo Riedel e o secretário Jaime Verruck mantêm contatos frequentes com a Petrobras, acompanhando de perto a inclusão da UFN3 no Plano de Negócios 2026, que prevê a continuidade do projeto e término das obras em 2029.
Início das Obras
No âmbito do planejamento, o próximo mês de fevereiro será decisivo com a definição das empresas contratadas , consolidação do cronograma e definição do início efetivo das obras. Esse processo também vem sendo acompanhado de forma muito próxima pela ministra do Planejamento, Simone Tebet, reforçando a convergência entre Estado, União e Petrobras em torno de um projeto estratégico para o Brasil.
Outro ponto fundamental é que o território está plenamente preparado para a retomada. A Prefeitura Municipal de Três Lagoas e o Governo do Estado já atualizaram todos os acordos e incentivos fiscais, garantindo segurança jurídica ao investimento. Além disso, por meio do Imasul, as licenças ambientais foram atualizadas, eliminando entraves regulatórios e dando previsibilidade ao cronograma.
Mesmo após anos de paralisação, visitas técnicas indicam que os equipamentos críticos foram preservados, o que facilita a retomada. Estruturas de apoio exigirão reformas, um desafio esperado, mas já mapeado. A conclusão da UFN3 terá impactos np fortalecimento da indústria nacional de fertilizantes, na redução da dependência externa, na geração de empregos e renda na consolidação de Três Lagoas e de Mato Grosso do Sul como polos industriais estratégicos.
A UFN3 volta ao jogo — agora com planejamento, coordenação institucional, licenciamento atualizado e decisões concretas no horizonte imediato.

