A PGR (Procuradoria-Geral da República) recorreu de decisão do ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), que barrou a possibilidade de aposentadoria compulsória para magistrados que cometerem irregularidades.
Nesta segunda-feira (30), Dino concedeu prazo de 15 dias para manifestação do CNJ (Conselho Nacional de Justiça). A intenção da PGR é levar a decisão ao plenário da Corte.
O CNJ decide com frequência aposentar magistrados compulsoriamente. Entre casos recentes e de maior repercussão estão os afastamentos de juízes condenados por venda de sentenças.
Na decisão, o ministro também mandou que o presidente do CNJ, Edson Fachin, seja oficiado para que, caso considere necessário, regulamente o sistema de responsabilidade disciplinar do Poder Judiciário para adequá-lo ao novo texto da Constituição Federal e esclarecer que a perda do cargo será a punição mais severa a ser aplicada.


