Empreendedorismo
Recorde de turistas estrangeiros impacta os pequenos negócios em todo o país
De norte a sul do país, pequenos empreendimentos ligados ao turismo sentiram o impacto direto de um ano histórico. Antes mesmo do fim de 2025, o Brasil alcançou 9 milhões de turistas estrangeiros, recorde que reflete o reposicionamento do país no mercado internacional e a presença crescente dos pequenos negócios apoiados pelo Sebrae.
O número representa um crescimento de 40% em relação ao recorde anual anterior, registrado em 2024, quando o país recebeu 6,77 milhões de visitantes internacionais, e supera em 30% a projeção prevista pelo Plano Nacional de Turismo (PNT) 2024–2027, que estimava 6,9 milhões de chegadas neste ano.
A Escola de Samba Mangueira participa da comemoração do alcance da marca de 9 milhões de turistas internacionais no Brasil em 2025, na praia de CopacabanaO marco foi celebrado nesta sexta-feira (19), no Turistômetro instalado na orla de Copacabana, no Rio de Janeiro (RJ), em evento promovido pela Embratur. A ação contou com a presença de pequenos empresários do setor turístico, diretamente impactados pelo crescimento do fluxo internacional, além de apresentação de ritmistas da Mangueira.
Inserção dos pequenos negócios no mercado internacional
Para o Sebrae, o resultado alcançado é reflexo de uma estratégia construída de forma articulada com a Embratur, voltada à inserção efetiva dos pequenos negócios brasileiros nas ações de promoção internacional do turismo.
A parceria entre Sebrae e Embratur tem permitido que pequenos empreendedores participem de feiras internacionais, press trips e fam tours, além de promoverem seus roteiros e experiências no exterior. “O Sebrae está de norte a sul desse país. Esse é um trabalho conjunto, que precisa ser celebrado”, afirmou.
Entre as iniciativas apoiadas estão ações vinculadas ao Plano Brasis e à promoção de experiências turísticas estruturadas, majoritariamente conduzidas por pequenos negócios, com foco na identidade local, sustentabilidade e oferta de experiências memoráveis ao visitante estrangeiro.
Promoção internacional e perspectivas para 2026
Totem digital marca a contagem da chegada de turistas internacionais no Brasil em 2025, na praia de CopacabanaDurante o evento, o presidente da Embratur, Marcelo Freixo, destacou que o resultado é fruto de um trabalho consistente de reposicionamento da imagem do Brasil no exterior e de atuação estratégica junto aos mercados prioritários.
Freixo também apresentou projeções de crescimento para 2026, com destaque para o aumento da emissão de passagens aéreas para o Rio de Janeiro no verão do próximo ano e a ampliação da malha aérea internacional que chega ao Aeroporto do Galeão.
Principais emissores e portões de entrada
Em 2025, a Argentina liderou o ranking de países emissores de turistas para o Brasil, com 3,1 milhões de visitantes entre janeiro e novembro, crescimento de 82,1% em relação ao mesmo período de 2024. Em seguida aparecem Chile (721.497), Estados Unidos (677.888), Uruguai (487.514) e Paraguai (454.327).
Entre os estados brasileiros, São Paulo se manteve como o principal portão de entrada, com 2.494.632 chegadas internacionais, seguido pelo Rio de Janeiro (1.972.928) e Rio Grande do Sul (1.431.795). Paraná e Santa Catarina completam o ranking dos cinco principais destinos de entrada no país.
Crescimento com qualidade e sustentabilidade
O avanço do turismo internacional amplia também os desafios relacionados à qualidade dos serviços, sustentabilidade ambiental e governança do setor. “O crescimento precisa vir acompanhado de profissionalização e de uma atuação integrada entre governos, entidades de apoio e empresários, para garantir experiências memoráveis ao visitante e desenvolvimento sustentável para os territórios”, reforçou Ana Clévia.
Inaugurados em novembro, os Turistômetros do Rio de Janeiro e de Brasília integram a campanha nacional “O recorde no turismo estrangeiro é o orgulho de um país inteiro”, que valoriza histórias reais de trabalhadores e empreendedores do setor e evidencia o impacto do turismo na geração de emprego, renda e desenvolvimento regional.

