– “Qualquer ação que venha para fortalecer o combate a essas organizações criminosas é bem-vinda” – a declaração foi dada durante evento no Tribunal de Contas do Estado, na manhã desta sexta-feira (29).
Sobre os impactos nos cerca de 1,5 mil km de fronteira de MS com a Bolívia e o Paraguai, o governador afirma que a região deve ser beneficiada: “O governo federal deve reforçar suas ações, especialmente por meio da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal e das forças de inteligência nas fronteiras.”
– “Nós temos aqui uma fronteira com o Paraguai e Bolívia. O PCC e o Comando Vermelho já são organizações internacionais”, declarou.
Riedel afirmou que as forças estaduais têm atuado de forma integrada com órgãos nacionais, mas insistiu que a presença federal precisa ser ampliada. Segundo ele, a fronteira exige ação permanente para impedir que facções usem Mato Grosso do Sul como corredor do crime organizado.
O governador disse também que não há áreas em Mato Grosso do Sul dominadas por facções. O governador disse que o Estado não pretende permitir a criação de zonas onde o poder público não consiga entrar.
– “Nós vamos ser intransigentes, já somos e continuaremos a ser. O enfrentamento ao crime organizado deve ser feito de maneira muito firme, para a gente não perder território aonde o Estado não possa chegar”, declarou.
Riedel também avaliou que a decisão dos Estados Unidos não deve provocar, no curto prazo, uma ação direta em Mato Grosso do Sul. Segundo ele, os norte-americanos já têm atuação forte no Paraguai e devem ampliar medidas voltadas ao combate dessas organizações criminosas naquele país.
A decisão dos EUA inclui o enquadramento de PCC e CV como grupos ligados ao terrorismo internacional. Essa medida aumenta o alcance de sanções financeiras, restrições e ações de bloqueio contra pessoas ou empresas acusadas de ligação com as facções.


