Política
À CNN, Simone Tebet admite disputar o Senado pelo estado de São Paulo
A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, admitiu a possibilidade de disputar uma vaga no Senado pelo estado de São Paulo nas próximas eleições. A declaração foi feita durante o programa CNN 360º, nesta sexta-feira (30).
Simone disse que essa decisão será tomada apenas depois do Carnaval, mas, tem sido muito clara quando diz, com todas as letras, que atua em grupo e está no grupo do presidente Lula.
Embora tenha sua história política e familiar vinculada ao Mato Grosso do Sul, ela não descarta mudar seu domicílio para São Paulo para participar da disputa eleitoral.
Analistas avaliam que seria muito mais difícil para Simone Tebet, mesmo no Mato Grosso do Sul, disputar uma eleição para o Senado, por se tratar de um estado absolutamente bolsonarista, onde o agronegócio é muito forte, sendo a candidata oficial do presidente Lula.
Estratégia eleitoral do governo em São Paulo
Fontes do Partido dos Trabalhadores, tanto da Executiva Nacional quanto do estado de São Paulo, já dão como certa a candidatura de Tebet pelo maior colégio eleitoral do país. O jornal O Globo também publicou esta informação, o que indica uma consolidação deste cenário político.
A ministra teve seu melhor desempenho eleitoral na disputa pela presidência da República justamente no estado de São Paulo, onde obteve resultados expressivos, superando sua média nacional de 5% dos votos. Esta performance tem sido considerada um fator importante para sua possível candidatura ao Senado pelo estado.
A estratégia eleitoral do governo para São Paulo estaria se desenhando com Fernando Haddad como possível candidato ao governo estadual, enquanto Simone Tebet e possivelmente Marina Silva, atual ministra do Meio Ambiente, disputariam as vagas ao Senado. Marina também admitiu, em entrevista à Rede TV, a possibilidade de deixar o cargo para concorrer a uma vaga no Senado por São Paulo.
Este arranjo político visa fortalecer a presença do governo federal no maior colégio eleitoral do Brasil, onde o presidente Lula teme que uma votação pequena possa comprometer o quadro eleitoral nacional, já que o atual governador Tarcísio Gomes de Freitas é considerado favorito para reeleição.

