O presidente dos EUA, Donald Trump, disse à CBS, nesta segunda-feira (9), que a guerra no Irã pode terminar em breve. Segundo ele, a campanha militar está “muito mais adiantada” do que imaginava inicialmente, quando estimava que o conflito duraria entre quatro e cinco semanas.
-“Acho que a guerra está praticamente concluída. Eles não têm marinha, nem comunicações, nem força aérea”, anunciou.Trump ainda disse que no momento navios estão passando pelo Estreito de Ormuz, mas que está “pensando em assumir o controle dele”. No entanto, ele acrescentou que “não está feliz’ com nomeação de filho de Ali Khamenei como novo líder supremo do Irã”.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, falou pela primeira vez abertamente sobre a escolha de Mojtaba Khamenei como novo líder supremo do Irã. Ele é filho do antigo líder, morto pelos EUA em um bombardeio no início da guerra, Ali Khamenei.
Ao jornal New York Post, Trump respondeu que ‘não estava feliz’ com a escolha. Ao ser questionado se isso significaria uma ameaça de vida para Mojtaba Khamenei, Trump desconversou. “Não vou dizer a você. Não vou dizer a vocês. Não estou satisfeito com ele”.
Na mesma entrevista, o presidente americano ainda rejeitou mais uma vez a ideia de enviar tropas terrestres americanas ao Irã. “Ainda não tomamos nenhuma decisão sobre isso. Mas estamos longe disso”.
Nesse domingo (8), Trump defendeu que o novo líder supremo do Irã ‘não vai durar muito’ se ele não der a aprovação pela escolha. A fala foi dada em entrevista à ABC News pouco antes da escolha de Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei, para o posto.
Trump defendeu que os EUA querem ‘garantir que não tenhamos que voltar a cada 10 anos, quando não tivermos um presidente como eu que não fará isso’.
-“Não quero que as pessoas tenham que voltar daqui a cinco anos e fazer a mesma coisa de novo, ou pior, que lhes seja concedida uma arma nuclear.”
O presidente americano defendeu que até mesmo aceitaria alguém com ligações ao antigo regime, desde que seja ‘um bom líder’.
Em mais uma justificativa para esta guerra, Trump disse que o Irã planejava dominar todo o Oriente Médio e sugeriu que os impediu de fazer.
‘Eles são um tigre de papel. Não eram um tigre de papel há uma semana, eu garanto. E eles iam atacar. O plano deles era atacar todo o Oriente Médio, dominar todo o Oriente Médio’.
A Assembleia de Especialistas do Irã nomeou o filho do aiatolá Ali Khamenei como o novo líder supremo do país. O órgão convocou o povo iraniano a manter a unidade e jurar lealdade ao novo líder.
Ali Khamenei estava no poder desde 1989 e foi morto em um bombardeio conduzido por Estados Unidos e Israel no fim de fevereiro. Mojtaba Khamenei, de 56 anos, é considerado um representante da linha dura e por laços estreitos com a elite da Guarda Revolucionária do Irã.
Segundo a imprensa iraniana, Mojtaba também perdeu recentemente a mãe, a esposa e um filho pequeno nos ataques.
Nos últimos dias, o Exército israelense atacou um prédio ligado à Assembleia de Peritos durante uma reunião de aiatolás para definir o novo líder supremo do Irã.
Irã afirma que segurança segue ameaçada
O chefe de segurança do Irã, Ari Larijani, afirmou nesta segunda-feira (9) que a segurança no Estreito de Ormuz não poderá ser restaurada enquanto a guerra com os EUA e Israel continuar. A declaração foi uma resposta ao presidente francês, Emmanuel Macron, na qual comentou que seu país e aliados preparavam uma ‘missão defensiva’ para reabrir o estreito.
Larijani comentou que é ‘improvável’ que se consiga qualquer segurança para uma passagem em meio aos conflitos.
O presidente da França, Emmanuel Macron, revelou nesta segunda-feira (9) que o país está preparando uma ‘missão defensiva’ para reabrir o Estreito de Ormuz. A afirmação foi feita em uma visita ao Chipre após incursões de drones iranianos na região. Segundo Macron, um ataque ao Chipre é um ataque à Europa como um todo.
Além disso, Macron afirmou que enviarrá um destacamento francês com oito navios de guerra, um porta-aviões e dois porta-helicópteros para o mar Mediterrâneo, mar Vermelho e Estreito de Ormuz.
Segundo afirmou Emmanuel Macron, será realizada uma espécie de ‘escolta’ em conjunto com outros países europeus e não europeus para passar por Ormuz. “Estamos em processo de criação de uma missão puramente defensiva e de escolta, que deve ser preparada em conjunto com Estados europeus e não europeus”. As falas ocorreram após reunião no Chipre com o presidente cipriota, Nikos Christodoulides, e o primeiro-ministro grego, Kyriakos Mitsotakis.
Nesse domingo (8), Macron anunciou que conversou com o presidente dos EUA, Donald Trump, e com o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, instando o Irã a cessar imediatamente os ataques contra os países vizinhos e a reabrir o Estreito de Ormuz.
Em uma mensagem em sua conta X, o presidente francês disse que ‘ressaltou a Pezeshkian a necessidade de o Irã cessar imediatamente seus ataques contra os países da região’.


