Ainda deve levar mais um mês para que o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, termine de organizar os temas que pretende apresentar à PF (Polícia Federal) e à PGR (Procuradoria Geral da República) em sua proposta de colaboração premiada. Esta foi a previsão sinalizada pela equipe do banqueiro aos investigadores que cuidam do caso.
Vorcaro não teve acesso aos inquéritos sobre as fraudes financeiras, portanto, sem saber o que os investigadores já têm em mãos. O banqueiro está usando como uma espécie de linha mestra os dados extraídos de seus celulares e aparelhos eletrônicos para guiar sua delação.
Vorcaro tem pressa para concluir esta etapa. Por isso, deve apresentar já na próxima semana a primeira proposta à PF e à PGR o escopo de temas mais amplo possível, tentando evitar um longo vaivém.
Como de praxe, o documento inicial será entregue no formato dos chamados “anexos”. Depois, começa a fase de depoimentos e entrega de provas.
O objetivo tanto do investigado quanto dos investigadores é que em três meses, se tudo correr bem, o documento esteja pronto para que o ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça, relator do caso, possa decidir sobre a homologação da proposta.
O melhor cenário, na avaliação de fontes envolvidas na negociação da delaçãode Vorcaro, é que a conclusão aconteça no período mais distante das eleições de outubro.


