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terça-feira, 16 junho 2026
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Austrália deve ocupar lacuna brasileira no mercado de carne norte-americano

A possível saída repentina do Brasil entre os países fornecedores de carne bovina aos Estados Unidos – ocasionada pela nova tarifa adicional de 50% imposta pelo governo Trump – deve abrir caminho para o avanço da proteína australiana no mercado norte-americano, acreditam os analistas da Agrifatto.

“A Austrália desponta como um dos principais candidatos a suprir essa lacuna”, diz a consultoria em relatório especial sobre a atual crise diplomática entre Brasil e EUA.

Neste ano, o desempenho das exportações de carne bovina da Austrália tem sido expressivo, especialmente para o mercado norte-americano – o país da Oceania já é maior fornecedor mundial da proteína aos EUA.

No primeiro semestre de 2025, os embarques totais australianos de carne bovina atingiram 702 mil toneladas, um crescimento de 16,8% em relação ao volume computado no mesmo período de 2024, informa a Agrifatto.

Especificamente para os EUA, a Austrália exportou 202,8 mil toneladas de carne bovina no acumulado até junho/25, um aumento de 47,4 mil toneladas em comparação com o ano anterior.

Tal desempenho australiano, afirma a Agrifatto, é sustentado, em grande parte, por uma produção intensiva em confinamento, que atingiu os maiores volumes mensais da história recente.

Na avaliação da Agrifatto, o Brasil deve redirecionar parte da carne bovina que iria ao mercado norte-americano para países como Argélia, China e Chile.

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