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terça-feira, 16 junho 2026
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Mato Grosso do Sul avança para segundo maior em extensão de florestas plantadas no país, com destaque para Três Lagoas

O valor da produção florestal brasileira atingiu R$ 44,3 bilhões em 2024, alta de 16,7% em relação ao ano anterior, segundo dados da Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS) 2024, divulgada pelo IBGE. A silvicultura continua sendo o principal motor do setor, respondendo por R$ 37,2 bilhões (84,1%), enquanto a extração vegetal totalizou R$ 7,0 bilhões.

O crescimento é puxado principalmente pela madeira em tora destinada à produção de papel e celulose, que registrou aumento de 28%, alcançando R$ 14,9 bilhões. O avanço reflete tanto a valorização da celulose quanto os investimentos em tecnologia e expansão de áreas plantadas. “Comparando 2019 a 2024, houve crescimento de 140% na silvicultura, impulsionado pelos preços altos da celulose e avanços tecnológicos”, destacou Carlos Guede, gerente de Agricultura do IBGE.

Mato Grosso do Sul registrou aumento de 6,8% na área plantada, mantendo-se como segundo maior em extensão de florestas plantadas, com destaque para o município de Três Lagoas. A expansão da silvicultura em Mato Grosso do Sul, especialmente em Ribas do Rio Pardo e Três Lagoas, mostra como o clima e a disponibilidade de terras favorecem o setor florestal no país”, acrescentou Carlos Guedes.

Áreas plantadas e principais espécies

Em 2024, a área de florestas plantadas no país aumentou 2,2%, somando 9,9 milhões de hectares, dos quais 77,6% são de eucalipto. Juntos, eucalipto e pinus representam 96,2% da silvicultura comercial.

Por regiões, o Centro-Oeste apresentou crescimento de 8,0% na área plantada, seguido pelo Sudeste (1,5%) e Sul (1,4%), enquanto Norte e Nordeste registraram queda de 2,7% e 0,8%, respectivamente.

Entre os estados, Minas Gerais lidera o valor da produção florestal, com R$ 8,5 bilhões, representando 22,8% do setor, e também é o maior produtor de carvão vegetal, utilizado na siderurgia. Paraná vem em segundo, com R$ 6,3 bilhões, destacando-se na produção de madeira em tora para diversas finalidades. O Mato Grosso do Sul registrou aumento de 6,8% na área plantada, mantendo-se como segundo maior em extensão de florestas plantadas, com destaque para o município de Três Lagoas.

Municípios de destaque na silvicultura

O município de General Carneiro (PR) lidera em valor de produção da silvicultura, com R$ 637,2 milhões, enquanto Três Lagoas (MS) subiu de sexto para segundo lugar, com R$ 579,2 milhões, impulsionado pela madeira em tora para papel e celulose, que representou 98,1% do valor do município. Em Minas Gerais, o destaque é João Pinheiro, terceiro maior município em valor da produção, concentrando-se na produção de carvão vegetal.

Celulose mantém crescimento recorde nas exportações

O Brasil reforça sua posição como maior produtor e exportador mundial de celulose. Em 2024, foram exportadas 19,7 milhões de toneladas, gerando US$ 10,6 bilhões, alta de 33,2% em relação a 2023. A madeira destinada à produção de papel e celulose alcançou 122,1 milhões de metros cúbicos, superando o recorde de 2023.

Produção de madeira e lenha por estados

Entre produtos madeireiros da silvicultura, todos os grupos registraram crescimento: madeira para papel e celulose (+28%), madeira em tora para outras finalidades (+18%), carvão vegetal (+6,3%) e lenha (+7%).

O Paraná lidera a produção de lenha, com 14 milhões de metros cúbicos (25,8% do total), seguido pelo Rio Grande do Sul, com 10,9 milhões de metros cúbicos (20,1%). A Região Sul concentra 60,6% da produção nacional de lenha.

Extração vegetal cresce 13% e açaí segue como líder entre produtos não madeireiros

A extração vegetal registrou aumento de 13% em 2024, totalizando R$ 7,0 bilhões. Produtos madeireiros respondem por 65,6% desse valor, seguidos por alimentícios (28,6%), ceras (3,4%) e oleaginosos (1,7%).

Entre produtos não madeireiros, açaí se mantém líder, com R$ 1 bilhão em valor de produção, puxado pelo Pará, que respondeu por 68,1% da produção nacional. A erva-mate, concentrada na Região Sul, gerou R$ 522,8 milhões, representando redução de 11,3% em relação a 2023. “A expansão da silvicultura em Mato Grosso do Sul, especialmente em Ribas do Rio Pardo e Três Lagoas, mostra como o clima e a disponibilidade de terras favorecem o setor florestal no país”, acrescentou Carlos Guedes.

 

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