Mato Grosso do Sul registrou rendimento nominal mensal domiciliar per capita de R$ 2.454 em 2025, valor superior à média brasileira, que ficou em R$ 2.316 no período. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua.
O resultado coloca o Estado entre as nove unidades da federação — além do Distrito Federal — que superaram o rendimento médio nacional neste ano.
Acompanhe o ranking:
- Distrito Federal (R$ 4.538)
- São Paulo (R$ 2.956)
- Rio Grande do Sul (R$ 2.839)
- Santa Catarina (R$ 2.809)
- Rio de Janeiro (R$ 2.794)
- Paraná (R$ 2.762)
- Mato Grosso do Sul (R$ 2.454)
- Goiás (R$ 2.407)
- Minas Gerais (R$ 2.353)
- Mato Grosso (R$ 2.335)No Brasil, o rendimento per capita apresentou trajetória de crescimento nos últimos anos: foi de R$ 1.625 em 2022, passou para R$ 1.893 em 2023, chegou a R$ 2.069 em 2024 e atingiu R$ 2.316 em 2025.
Segundo o IBGE, o rendimento domiciliar per capita é calculado pela razão entre o total dos rendimentos domiciliares (nominais) e o total de moradores. No cálculo, são considerados os rendimentos de trabalho e de outras fontes, incluindo todos os residentes do domicílio, como pensionistas, empregados domésticos e parentes de empregados domésticos.
Para a economista do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Fecomércio MS (IPF/MS), Regiane Dedé de Oliveira, o desempenho de Mato Grosso do Sul acima da média nacional tende a gerar reflexos positivos diretos no setor terciário.
“O aumento consistente da renda domiciliar per capita é um indicativo positivo da evolução econômica, pois sinaliza, em termos médios, maior capacidade de consumo das famílias. Para o comércio de bens, serviços e turismo, esse movimento é estratégico, já que amplia a circulação de recursos na economia local, estimula investimentos e fortalece a geração de emprego e renda no Estado”, avalia
A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua é realizada desde 2012 e acompanha trimestralmente as flutuações da força de trabalho e outros indicadores socioeconômicos. Após os impactos da pandemia de covid-19 sobre a coleta de dados em 2020 e 2021, o levantamento voltou a apresentar níveis regulares de aproveitamento a partir de 2023.
Para Mato Grosso do Sul, o avanço da renda média reforça o cenário de recuperação e dinamismo econômico, com reflexos no consumo das famílias e no desempenho do comércio, serviços e turismo — setores que têm papel estratégico no desenvolvimento do Estado.


